Evel Rocha lança romance “histórico” intitulado “Campo da Fortuna”

Espargos, 20 Jun (Inforpress) – O escritor “Evel Rocha” lança esta tarde e em primeira mão, na ilha do Sal, a sua mais recente criação literária, um “romance histórico” intitulado “Campo da Fortuna”.

Depois de “Cisne Branco”, apresentado no ano passado, no âmbito da programação do Festival Internacional de Literatura-Mundo, eis que Evel Rocha volta à ribalta com “Campo da Fortuna”, também num momento em que vai decorrer na ilha, a II edição do Festival Literatura-Mundo Sal, que arranca esta quinta-feira e vai até domingo.

Em declarações à Inforpress, o autor Ildo Rocha que adopta o pseudónimo “Evel Rocha” explica que “Campo da Fortuna” é um romance histórico, porque os factos são reais, os personagens nem sempre, porquanto mais fictícios, por razões “obvias”.

“Mas a história é mesmo real. É uma tentativa de reconstruir a vivência na altura da construção do Aeroporto Internacional, que em consequência dá o nascimento da cidade dos Espargos. Portanto, dois sítios que nascem juntos, de mãos dadas”, conta.

Evel Rocha aguça que nesta obra de 262 páginas, retrata não só as efemérides, mas enfatiza, também a vivência, o ambiente as peripécias entre as três entidades que existiam no Sal, nomeadamente os franceses, no lado de Pedra de Lume, os portugueses espalhados pela ilha e os italianos no planalto de Espargos.

“E, daí é que decorre toda a história. Vou tentar trazer os problemas sociais que se viviam na altura, os ganhos… também demonstrar a riqueza histórica que a ilha do Sal detinha e ainda detém, que são as grandes maravilhas em termos de tecnologias, que na altura eram das mais avançadas”, explicou.

Questionado sobre a razão do título, Evel Rocha disse que se deve à designação da primeira pista de aviação, baptizada com o nome “Campu di Furtuna” (em italiano), por Bruno Mussulini.

“Dos vários nomes que me vieram à mente, achei que Campo da Fortuna podia ser um título interessante por várias razões: pela riqueza da história, do nascimento da pista de aviação que veio trazer prosperidade à ilha e ao arquipélago, pela riqueza em termos culturais, seja portuguesa, italiana, francesa ou cabo-verdiana, e mais recentemente, a riqueza de várias comunidades que nós temos aqui no Sal, através da sua cultura e tradição”, esclareceu.

“Campo da Fortuna”, segundo Evel Rocha é mais uma tentativa de resgatar a história salense, sobretudo, mais uma pedra, disse, que tenta colocar no edifício da literatura cabo-verdiana.

“Antes de ser uma história, é uma peça literária que de uma certa forma, penso, virá interessar a todos os amantes da literatura”, sublinhou.

A apresentação sob a responsabilidade de Mário Paixão, acontece logo à tarde, a partir das 18:00 no salão nobre dos Paços do Concelho.

Evel Rocha é considerado um poeta portador de valores como o amor, a verdade, a justiça, a injustiça (…), enfim uma escala de valores que diz respeito à condição humana.

Para além do “Campo da Fortuna” que agora dá à estampa, o escritor tem mais dois livros prontos a serem publicados, sendo um de ensaio, que é “Parceria escola e família”, resultado da sua formação académica onde apresenta a tese de que há formas de melhorar o relacionamento entre a escola, família e comunidade, e “A Tragédia de Morro-Leste”, um livro que fala sobre o preconceito racial, sobretudo das desigualdades sociais que se vive em Cabo Verde.

Evel Rocha nasceu na ilha do Sal, é bacharel em teologia, licenciado em Psicologia Educacional, mestre em Psicologia Counseling, pós-graduado em Desenvolvimento Local e Comunitário, e mestre em supervisão pedagógica.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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