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EUA pede aos aliados europeus frente conjunta contra a China

Berlim, 23 Jun (Inforpress) – O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, pediu hoje aos aliados europeus para agirem em conjunto contra as violações de direitos humanos por parte da China.

Blinken aproveitou a visita à capital alemã para avisar os seus aliados europeus contra o uso do trabalho forçado a província chinesa de Xinjiang, onde a fabricante alemã de automóveis Volkswagen tem uma fábrica.

O chefe da diplomacia norte-americana também apelou à não exportação de “tecnologias ou produtos que possam ser usados para reprimir pessoas e privá-las dos seus direitos básicos”.

Blinken elogiou a posição de “convergência” entre a Alemanha e os EUA sobre as atitudes da China, no que diz respeito aos desrespeitos pelos direitos humanos, mas pediu aos aliados europeus para serem “mais eficazes” na luta contra a estratégia de Pequim.

O secretário de Estado norte-americano reconheceu que todos os países têm “relações complexas com a China” quando se trata de questões como as alterações climáticas ou a concorrência na área económica.

Para Blinken, “todos seremos mais eficazes com a China se trabalharmos e agirmos juntos”, pelo que apelou à unificação de posições entre os parceiros transatlânticos e à apresentação de uma frente comum para ter uma posição forte contra o gigante asiático.

Maas, que saudou “o regresso” ao multilateralismo por parte dos EUA, na Presidência de Joe Biden, disse que há uma “estratégia conjunta” no Ocidente em relação à China, o que ficou claro nas sanções coordenadas dos Estados Unidos, da União Europeia e do Canadá contra Pequim, por violações dos direitos humanos contra a minoria uigur na província de Xinjiang, no noroeste da China.

Blinken, que defendeu a preservação da ordem internacional, sublinhou que “o desafio comum” para as democracias ocidentais é a “necessidade” de demonstrar que podem alcançar resultados para seus cidadãos e para o mundo.

Blinken está em Berlim para participar na segunda conferência internacional sobre a Líbia organizada pela Alemanha para ajudar a estabilizar o país do norte da África após uma década de crise.

O secretário de Estado norte-americano também deve encontrar-se esta tarde com a chanceler alemã, Angela Merkel, para preparar, entre outros assuntos, a visita da chefe de Governo a Washington, em meados do próximo mês, quando se encontrará com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Inforpress/Lusa

Fim

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