EUA lançam a mais potente bomba não-nuclear no Afeganistão

 

Washington, 13 Abr (Inforpress) – Os Estados Unidos utilizaram hoje a sua bomba não-nuclear mais potente, apelidada como “a mãe de todas as bombas”, no Afeganistão contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), segundo um porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono).

Pela primeira vez na sua história, os Estados Unidos utilizaram, em modo de combate, a bomba GBU-43 Massive Ordnance Air Blast (MOAB), um gigantesco projéctil desenhado para destruir complexos de grutas e túneis subterrâneos.

O ataque com esta bomba, com cerca de 11 toneladas de explosivos, atingiu um “conjunto de grutas” na província de Nangarhar (zona leste do Afeganistão), território onde um soldado americano foi morto no passado fim-de-semana durante uma operação contra os ‘jihadistas’.

Segundo informou o porta-voz do Pentágono, Adam Stump, os Estados Unidos acreditam que este complexo de grutas é usado pelos combatentes do EI no distrito de Achin, na província de Nangarhar, uma zona muito perto da fronteira com o Paquistão.

A bomba GBU-43 (Massive Ordnance Air Blast – MOAB), que os Estados Unidos lançaram hoje no Afeganistão, pesa 9,5 toneladas, das quais 8,4 são explosivos, e consegue uma explosão com um diâmetro de 1,4 quilómetros.

Conhecida como “a mãe de todas as bombas”, foi desenvolvida para o Exército norte-americano por Albert L. Weimorts Jr., entretanto falecido, e começou a ser fabricada em 2001 no Laboratório de Investigação da Força Aérea.

A bomba é a mais poderosa que existe sem uso de combustível nuclear e tinha sido apenas utilizada até à data em testes controlados.

Trata-se de uma bomba com um comprimento de 9,2 metros e um diâmetro de um metro, pesando 9,5 toneladas, dos quais 8,4 toneladas são explosivos de alta potência.

O diâmetro da explosão provocada por esta bomba atinge os 1,4 quilómetros e a destruição na zona de impacto provocada pela onda de choque é capaz de alcançar uma distância de 1,5 quilómetros do epicentro.

A bomba foi lançada hoje pela primeira vez em combate, uma vez que até agora apenas foi sujeita a testes, o primeiro dos quais em 2003 na Base da Força Aérea Englin, na Flórida. Um outro teste foi realizado a 21 de Novembro do mesmo ano.

Uma das principais características desta bomba, a capacidade de atingir grandes profundidades e destruir construções, como túneis, esteve na origem da escolha.

A bomba GBU-43 consegue atingir túneis com grande precisão, tendo sido esta a razão da sua escolha, já que, segundo o general John W. Nicholson, comandante das forças norte-americanas no Afeganistão, os jihadistas têm estado a trabalhar em defesas subterrâneas em bunkers.

Esta bomba não nuclear é considerada a segunda mais poderosa, só ultrapassada pelo artefacto explosivo russo FOAB, conhecido como “o pai de todas as bombas”.

Inforpress/Lusa

Fim

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