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EUA: Jurados de acordo no julgamento de Chauvin, decisão revelada esta noite

Minneapolis, EUA, 20 Abr (Inforpress) – Os jurados do julgamento do ex-agente policial Derek Chauvin, acusado do homicídio do afro-americano George Floyd, chegaram a acordo sobre o veredicto. 

A decisão dos jurados, reunidos desde segunda-feira num tribunal da cidade de Minneapolis para deliberação, será conhecida dentro de algumas horas, informa a AP.

A fase de deliberação dos jurados teve início após três semanas de audição de testemunhas e das alegações finais.

Chauvin, um polícia branco de 45 anos, é acusado de homicídio em segundo e terceiro graus e homicídio involuntário, pela morte de George Floyd, em Maio de 2020, que o agente deteve por um crime menor.

A morte de Floyd provocou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial e o julgamento de Chauvin, em Minneapolis, decorre sob um forte dispositivo de segurança, especialmente depois da recente morte de um jovem negro abatido a tiro por um outro agente policial. 

Os 14 jurados não tinham tempo limite para chegar a uma decisão, que deve ser sempre por consenso, demorando nalguns casos vários dias ou várias semanas a ser alcançada.

As três acusações exigem que os jurados concluam que as acções de Chauvin foram “um factor causal substancial” na morte de Floyd e que o uso de força por parte do agente não foi “razoável e proporcional”.

A acusação de homicídio em segundo grau exige ainda que os procuradores façam prova de que Chauvin quis deliberadamente prejudicar Floyd, mas que não pretendia matá-lo.

A acusação de homicídio em terceiro grau exige prova de que as acções de Chauvin foram “eminentemente perigosas” e sem olhar ao risco de perda de vida.

A acusação de homicídio por negligência exige que os jurados acreditem que o agente causou a morte de Floyd sem ser de forma consciente.

Cada uma das acusações pode levar a uma pena máxima diferente: 40 anos para homicídio em segundo grau; 25 anos para homicídio em terceiro grau; 10 anos para homicídio por negligência.

O juiz começou o dia das alegações finais instruindo os jurados sobre a revisão de diferentes tipos de provas e explicando a forma como deveriam avaliar cada tipo de acusação criminal.

A decisão será conhecida num tribunal cercado por barreiras de cimento armado e arame farpado, numa cidade cuja segurança foi reforçada com um forte dispositivo da Guarda Nacional, por causa da atenção mediática à volta deste caso que provocou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial.

Hoje, o​ Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que as provas no julgamento da morte de George Floyd são “esmagadoras”.

Inforpress/Lusa/fim

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