EUA/Eleições: Biden não estará presencialmente na convenção democrata

Washington, 05 Ago (Inforpress) – O candidato à Casa Branca Joe Biden anunciou que não aceitará presencialmente a sua nomeação na convenção do Partido Democrata, “para proteger a saúde pública”, perante a pandemia de covid-19, disseram hoje os organizadores.

O Partido Democrata realiza a sua convenção entre 17 e 20 deste mês, em Milwaukee, no estado de Wisconsin, onde Joe Biden será nomeado para ser o candidato adversário do republicano Donald Trump, actual Presidente norte-americano, nas eleições presidenciais dos EUA, marcadas para 03 de Novembro.

Após “consultas com autoridades e especialistas em saúde pública, que destacaram o agravamento da pandemia”, os organizadores decidiram que seria melhor Biden não comparecer presencialmente.

“Os intervenientes na convenção, incluindo o ex-vice-presidente Biden, não viajarão para Milwaukee, para proteger a saúde pública”, afirmaram os organizadores do evento, num comunicado.

Assim, Joe Biden fará o seu discurso de aceitação da nomeação a partir de sua casa, no estado de Delaware, num gesto inédito que torna a convenção meramente virtual, com os principais discursos a serem transmitidos ‘online’ durante as noites do evento.

O seu rival republicano, Donald Trump, disse hoje que planeia fazer o seu discurso a partir da Casa Branca, sem também participar na convenção do seu partido.

Mas se Trump continua a ter um palco privilegiado, nos seus discursos e conferências de imprensa presidenciais, a ausência de Biden da convenção democrata retira-lhe um espaço importante de campanha, a poucas semanas das eleições.

Nenhum dos dois principais candidatos tem estado muito activo nas iniciativas de campanha e as atenções mediáticas têm sido dirigidas para as sondagens, onde Biden continua com alguma vantagem sobre Trump, e sobre as competências mentais e físicas de ambos (Biden tem 77 anos e Trump tem 74).

Biden anunciou que se recusará a fazer um teste cognitivo, para refutar as alegações do Presidente Trump, de que não está em condições para ocupar o lugar na sala oval.

O democrata mostrou-se mesmo irritado quando um jornalista televisivo lhe colocou a questão, numa recente entrevista.

“Se eu fiz um teste? Porque diabo faria eu um teste?!”, respondeu o candidato, remetendo o problema para o seu adversário político.
“Bem, se ele não consegue descobrir a diferença entre um elefante e um leão, não sei de que estará a falar”, declarou Biden, referindo-se a um exame clínico que Trump anunciou ter realizado, para testar a sua memória.

Nessa ocasião, Donald Trump gabou-se de ter tido “um tremendo desempenho” nesse teste de memória, conseguindo repetir, por ordem, uma série de palavras que lhe tinham sido ditas alguns minutos antes.

Biden adiantou que está mais preocupado em conseguir realizar debates com o Presidente.

“Estou ansioso para ter a oportunidade de me sentar com o Presidente num debate”, afirmou Biden, dizendo que essa ocasião poderá demonstrar o seu “estado físico e mental”.

Em ambas as campanhas, as ‘gaffes’ de cada candidato têm sido aproveitadas para tentar demonstrar junto do eleitorado as fraquezas dos adversários, em termos de habilitações de raciocínio.

Inforpress/Lusa/Fim

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