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Estudo revela que 27% de inqueridos são ouvintes das rádios comunitárias – ARC

Cidade da Praia, 13 Fev (Inforpress) – Os dados da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC) revelam que no universo de 2210 inqueridos nos 10 municípios de Cabo Verde onde funcionam as rádios comunitárias, 592 confirmam que escutam as emissões nas referidas emissoras, ou seja, 27%.

Segundo o técnico da ARC, Celso Medina, o estudo, realizado pela ARC, tem três fases, sendo que os dados revelados hoje correspondem à primeira etapa, tendo explicado que a iniciativa de se conhecer a realidade das rádios comunitárias surgiu da constatação feita de que as mesmas estão a passar por dificuldades.

A apresentação dos resultados, que aconteceu hoje, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Radio, assinalado a 13 de Fevereiro, é, de acordo com este responsável, relativamente à percepção dos ouvintes sobre o envolvimento dos mesmos com as suas rádios, nas suas comunidades e o grau de satisfação.

“Os dados indicam neste momento os municípios onde as rádios comunitárias são ouvidas, porque não há rádios comunitárias em todas as ilhas do país, e nos concelhos onde as rádios são ouvidas, 27 % dos questionários que consideramos válidos dizem que escutam as rádios comunitárias”, indicou.

No referido estudo foi constatado que o município da Praia tem a percentagem mais baixa 22 %, seguido do concelho de Santa Maria, com 26%, Espargos, 34%, Santa Cruz 37%, Boa Vista, 39%, Tarrafal de São Nicolau, 42%, Ribeira Brava e Maio, com 49%, e Paul, que registou a maior percentagem, 55%.

No entender de Celso Medina, os factores que têm influenciado para que a capital tenha a percentagem mais baixa têm a ver com o facto da rádio Comunitária de Ponta de Agua ter concorrência de rádios comerciais e pública, lembrando que a mesma teve algum tempo sem emitir e que isso pode também prejudicar no que se refere à fidelização da sua audiência.

“Paul é uma comunidade mais pequena e se formos ver há uma tendência de nas comunidades mais pequenas estes indicadores serem mais robustos para as rádios comunitárias, ou seja, queremos acreditar que as rádios comunitárias são mais ouvidas nos municípios mais pequenos”, realçou.

Relativamente ao indicador de satisfação, 74,2 das pessoas inqueridas estão satisfeitas com a programação das rádios comunitárias, com os comunicadores, tendo ressalvado que as mesmas apelam para uma maior aproximação e interacção da rádio comunitária com os seus ouvintes.

“A conclusão que podemos tirar desses dados é que há, por parte da comunidade, a vontade de estar perto da emissora, mas também quer que a mesma esteja mais próxima na concessão da palavra, a querer saber das suas preferências, entre outros aspectos”, concluiu.

CM/JMV

Inforpress/Fim.

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