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Estudo reconhece e aprova a qualidade do vinho Chã do Fogo

Cidade da Praia, 02 Ago (Inforpress) – Uma pesquisa científica sobre o vinho Chã de Fogo é tese de mestrado da pesquisadora cabo-verdiana Maria Teixeira, estudo que reconheceu e aprovou a qualidade do produto.

Com o título “Avaliação da qualidade físico-química e microbiológica do vinho Chã de Cabo Verde”, a tese foi realizada nas universidades de Évora (Escola de Ciências Sociais) e do Algarve (Faculdade de Ciências e Tecnologias), ambas em Portugal.

Em declarações à Inforpress, Maria Teixeira explicou que a decisão para analisar o vinho Chã da ilha do Fogo deu-se pelo facto de ser um “produto muito conhecido” a nível nacional e já a nível internacional, de uma localidade com o mesmo nome (Chã das Caldeiras), onde há o único vulcão activo de Cabo Verde (Vulcão do Fogo) e o ponto mais alto do arquipélago (2.829 metros de altitude).

“Questionei como é possível produzir um vinho ao pé de um vulcão, e, como ia fazer um mestrado na área de gestão de qualidade, decidi aproveitar e fazer um estudo sobre esse vinho”, avançou.

A investigação teve ainda como objectivos específicos descrever o processo de fabrico do vinho, avaliar as condições de segurança e higiene e as características físico-químicas e microbiológicas das amostras.

“A pesquisa era avaliar a qualidade do vinho físico-química e microbiológica e também fazer uma prova de vinho e saber a sua qualidade”, afiançou.

O estudo concluiu que o vinho Chã é de boa qualidade e que existem diferenças claras, de acordo com o tipo de vinho em questão, isto é, os vinhos tintos apresentam uma capacidade antioxidante superior aos vinhos rosés, que por sua vez apresentam uma actividade antioxidante superior aos vinhos brancos.

Do ponto de vista microbiológico, todos os tipos de vinho Chã apresentaram resultados microbiológicos satisfatórios e verificou-se que não houve desenvolvimento de qualquer microrganismo nos vinhos analisados.

Tendo em conta a sua qualidade reconhecida agora em estudo universitário, o trabalho científico considerou ser importante encontrar formas para a sua divulgação, compreender o perfil do consumidor e identificar factores que influenciam o seu consumo.

“Não havendo estudo sobre o produto, é uma grande valia em termos da divulgação da marca, tanto a nível nacional como internacional”, atestou.

O estudo teve ainda uma componente de provas sensoriais e as amostras de vinho tinto, branco e rosé tiveram boa apreciação dos provadores e não apresentaram diferenças significativas, enquanto nota-se pequenas diferenças em relação ao sabor e apreciação global, entre os vinhos, nomeadamente a preferência pelo vinho rosé.

Maria Teixeira, natural da ilha de Santo Antão e residente na cidade da Praia, é licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública pela Universidade Intercontinental de Cabo Verde (UNICA) e agora é a nova mestre em Gestão da Qualidade e Marketing Agroalimentar pelas Universidade de Évora e do Algarve.

HR/CP

Inforpress/Fim

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