Estudo recomenda criação de confederação para melhor representar tecido empresarial cabo-verdiano

 

Cidade da Praia, 11 Out (Outubro) – O estudo sobre o reposicionamento estratégico do sector privado cabo-verdiano, apresentado hoje na Cidade da Praia, recomendou a criação de uma confederação empresarial que integra todas as associações empresariais no sentido de as tornar mais eficazes.

Segundo o consultor Franklin Chagas, esse estudo, uma iniciativa do sector privado e que contou com o financiamento da cooperação luxemburguesa, tentou desenhar uma agenda para o sector privado cabo-verdiano em consonância com a agenda do sector público.

As conclusões apontam para a necessidade da criação de uma nova estrutura associativa que integra não só as câmaras de comércio e do turismo, como já faz o Conselho Superior das Câmaras de Comércio já existente, mas também que integra todas as associações empresariais.

Desta forma, salientou o consultor, essas entidades representativas do tecido empresarial tornariam mais forte, mais capaz e mais eficiente e com melhor capacidade de negociação com o Governo e o sector privado estaria melhor representado seja a nível nacional como a nível internacional.

“Trata-se de uma entidade de nível superior com o propósito de agregação institucional das entidades congéneres dedicadas ao apoio empresarial e deve assentar, fundamentalmente, na questão da representatividade do tecido empresarial seja a nível nacional, seja a nível internacional”, explicou.

De entre as várias funções, a mesma deverá trabalhar para maior capitação de investimentos e geração de emprego, maior eficiência e rentabilização de recursos, maior escala de intervenção e maior capitação do financiamento às empresas.

Segundo o presidente do Conselho Superior das Câmaras de Comércio, Belarmino Lucas, agora vai se discutir a pertinência ou não da criação dessa nova estrutura.

“O que está agora em discussão é se deveremos ter uma evolução daquilo que já existe com um “upgrade” do Conselho Superior das Câmaras de Comércio ou avançar para uma estrutura que seja, essencialmente, de agregação e de concertação estratégicas do sector privado”, explicou.

Entretanto, declarou-se favorável a criação dessa estrutura de congregação e agregação das diversas agremiações empresariais já que para além das câmaras de comércio, há também diversas associações sectoriais e regionais que poderiam juntar a sua voz em prol do desenvolvimento do sector privado cabo-verdiano.

“Convém que todo o sector privado tenha uma voz que possa figurar nas questões estratégias como única e também ter uma agenda conjunta para que quando qualquer entidade representativa do sector privado pretenda actuar que leve em consideração essa agenda, que no fundo vai consubstanciar uma visão conjunta daquilo que devem ser os caminhos do país em termos de desenvolvimento”, precisou.

Belarmino Lucas defendeu, entretanto, a necessidade de encontrar um modelo que seja óptimo, respeitando aquilo que são os espaços de intervenção de cada uma das entidades já existentes.

Da parte do executivo, o ministro da Economia e Emprego disse que o Governo está de mãos abertas, tendo, inclusive, acordos especiais celebrados com as câmaras de comércio e câmaras de turismo no sentido da melhoria do ambiente de negócios.

José Gonçalves vê com bons olhos a criação dessa confederação, já que, segundo frisou, irá contribuir para melhorar o diálogo entre os sectores público e privado.

MJB/CP

Inforpress/fim

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