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Estudo recomenda adequação de políticas para melhor aproveitar o potencial demográfico actualmente existente (c/áudio)

Cidade da Praia, 19 Fev (Inforpress) – O Perfil do dividendo demográfico de Cabo Verde apresentado hoje aponta “sinais claros” de envelhecimento da população e alerta para a necessidade de se adequar as políticas públicas para melhor aproveitar o potencial demográfico actualmente existente.

Segundo Carlos Mendes, membro da equipa técnica do dividendo demográfico, os dados indicam uma mudança na estrutura da etária do país, fruto da redução da natalidade, com a população cabo-verdiana a passar-se de jovem para relativamente jovem.

Contudo, adianta que actualmente o país está com um potencial demográfico importante em termos de população activa, fundamental produzir e criar riqueza, que deve ser devidamente aproveitado, sob pena país vir a enfrentar problemas no futuro.

“Para já, queremos desmistificar essa ideia. Já não somos um país tipicamente jovem, como costumados dizer. Podemos dizer, estamos num país relativamente jovem, porque já há sinais claros de envelhecimento da população, que é um envelhecimento pela base”, explicou.

“A natalidade reduziu bastante nos últimos anos. Nos anos 80, tínhamos sete filhos por mulher e hoje estamos no nível de 2,5 filhos por mulher. Isto, naturalmente, tem implicações”, acrescentou Carlos Mendes.

Neste sentido, o técnico avançou que se o país conseguir implementar políticas eficazes, sincronizadas para aproveitamento deste potencial demográfico, essa redução da natalidade traduz, do ponto de vista do dividendo demográfico, como uma redução da população dependente.

No entanto, explica que se esse potencial não for bem aproveitado, com a redução da mortalidade e o aumento da esperança de vida que vem sendo registados ao longos dos tempos, o país poderá vir a ter uma população envelhecida, com encargos que terão de ser suportados pelo Estado e pelas famílias.

“Se não aproveitarmos esse momento, em que estamos com o boom, com o potencial demográfico, mas à frente como já temos sinais de envelhecimento da população, o país poderá sentir o peso relacionado com o facto de não criar empregos imediatos”, disse.

Por isso, a recomendação vai no sentido de uma forte aposta na juventude e na criação de empregos, para Cabo Verde possa efectivamente ter o dividendo demográfico.

“Se não se criar empregos, não haverá naturalmente dividendo demográfico e com isso o país não capitalizará, não haverá riqueza suficiente e no futuro o país terá que, naturalmente, suportar os encargos com os idosos”, sustentou.

O estudo foi apresentado na presença no Vice-primeiro-ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, que classificou esse período de transição demográfico como uma janela de oportunidades.

“Este estudo versa sobre os desafios, mas particularmente sobre os caminhos que nos permitirão aproveitar as oportunidades que os dividendos demográficos encerram para Cabo Verde. Nós tudo faremos para que a sociedade cabo-verdiana não envelheça pobre”, disse o governante.

Para Olavo Correia, as recomendações desse estudo vão ao encontro das políticas do Governo, salientando que o executivo está ciente em como é necessário intensificar e melhorar a coordenação das políticas públicas, especialmente para que no horizonte 2020 se possa projectar um Cabo Verde desenvolvido e inclusivo.

A melhoria da cobertura da segurança social e qualificação do capital humano para aumentar a produtividade são para já os principais desafios apontados pelo ministro.

O perfil de dividendo demográfico foi elaborado com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a população (UNFPA), tendo a apresentação contado com a presença do director regional do UNFPA, Mabingue Ngom.


MJB/JMV

Inforpress/fim

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