Estudo de Cadeias de Valores recomenda agrupamento e cooperação de produtores

Cidade da Praia, 23 Jan (Inforpress) – O Estudo das Cadeias de Valores da banana, papaia, batata, mandioca, leite e seus derivados, feito pela ONUDI, recomendou o agrupamento e cooperação dos produtores para que os produtos cheguem a diversos nichos de mercado, especialmente o turístico.

Ao proceder hoje a apresentação deste trabalho na Cidade da Praia, Adalberto Vieira, consultor da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), avançou que o mesmo foi feito a pedido do Governo e que identificou a necessidade de se trabalhar visando o incremento e optimização da produção e trabalhar também a questão do mercado, da organização do processo de distribuição em si.

“É preciso saber produzir, o que produzir e como fazer chegar esses produtos a um determinado mercado alvo”, disse o consultor realçando que o estudo em apreço identificou como a “excessiva fragmentação” das parcelas agrícolas impede “e de que forma”, que esse objectivo possa ser conseguido.

“O Estudo propõe, por exemplo, que se tenha uma perspectiva de agrupamento relativamente aos produtores onde os mesmos poderiam cooperar e competir”, revelou Adalberto Vieira, para quem, é necessário que haja uma produção sincronizada, que tenha em consideração as necessidades de diversos nichos, nomeadamente o mercado turístico hoteleiro.

Outra recomendação foi no sentido de se traçar linhas que possam conduzir ao uso racional de água. Conforme o consultor isto passará pela política que tem vindo a ser seguido até agora relativamente à massificação da rega gota-à-gota, em substituição da rega de alagamento e escolher culturas que resistam melhor à seca para que se tenha o aumento da produção.

Para além disso, adiantou Adalberto Vieira, o estudo recomendou ainda que se tenha em consideração a necessidade do desenvolvimento e melhoria contínua da qualidade ao longo da cadeia, desde a produção primária até chegar à distribuição para se debelar alguns constrangimentos existentes que impedem o acesso desses produtos ao nicho turístico hoteleiro nacional e também aos mercados externos, como o da União Europeia e o dos Estados Unidos.

“Se trabalharmos a qualidade estaríamos a criar as condições para que de facto esses produtos possam atingir esses novos nichos de mercado”, sustentou o consultor da ONUDI, relançando ainda que outra recomendação foi a transformação agro-alimentar, por forma a agregar valor para se poder tirar o maior rendimento dos produtos que estão disponibilizados.

CD/FP

Inforpress/Fim

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