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Estudo aponta morosidade nos transmites de legalização como maior constrangimento na integração dos chineses

Cidade da Praia, 31 Jan (Inforpress) – Um estudo apresentado hoje apontou a morosidade nos transmites de legalização como o maior constrangimento na integração dos chineses em Cabo Verde.

O estudo, intitulado “Diagnóstico da Imigração chinesa em Cabo Verde”, foi apresentado no fórum sobre a Iniciativa «Faixa e Rota», no âmbito da VIII Edição da Semana Cultural Chinesa em Cabo Verde, que este ano se celebrou sob o signo de Rato.

Esta pesquisa teve como objectivo identificar e quantificar a população chinesa em Cabo Verde e ver as suas principais satisfações e constrangimentos em diferentes sectores da sociedade.

Em declarações à imprensa, à margem da apresentação do estudo, a responsável cultural da AMICACHI, Ana Carvalho esclareceu que pretende-se com este trabalho fazer um diagnóstico sócio-demográfico da população chinesa que vem a Cabo Verde.

Outro objectivo, segundo Ana Furtado, tem a ver com processo de integração, que segundo estudo, ocorrem praticamente no seio da família, que funciona como “esfera social” onde os chineses tentam resolver os seus problemas.

O estudo aponta que a imigração chinesa é basicamente masculina (67%) na faixa etária entre 31 e 40 anos, oriundos predominantemente das províncias de Hebei (40%) e Zhejiang (47%) e com baixo nível de escolaridade.

Acrescenta ainda que os chineses chegam a Cabo Verde com a intenção de abrir um negócio (loja), isto pelo facto de serem oriundos de cidades de grandes actividades comerciais.

Uma outra particularidade apontada por Ana Carvalho é que os filhos dos chineses nunca ficam em Cabo Verde.
“Normalmente, permanecem no país o casal, a criança com três ou quatro anos são enviados para China, para começarem os estudos, desde jardim-de-infância “, esclareceu a responsável.

No entanto, Ana Carvalho indicou que o processo burocrático de legalização, que “demora muito tempo”, não tem ajudado na integração dos chineses em Cabo Verde.

A comunidade chinesa em Cabo Verde, segundo os dados da Direcção-Geral de Fronteiras (DEF), é composta por 1.114 indivíduos, sendo que neste estudo utilizou-se uma amostra de 288 indivíduos.

A escolha dos dados, que decorreram de Janeiro a Março de 2018, aconteceram de forma aleatória nas ilhas de Santo Antão, São Vicente e Santiago.

OM/JMV

Inforpress/Fim

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