Estudantes universitários exortam embaixada de Portugal a responder aos pedidos de visto

Cidade da Praia, 18 Jan (Inforpress) – Um grupo de estudantes universitários, com propósito de continuar os estudos em Portugal, manifestaram, hoje, na cidade da Praia, ao lado da embaixada de Portugal, exortando esta representação diplomática a dar uma resposta em relação aos pedidos de visto.

Em declarações à Inforpress, Wilson Semedo, em representação aos estudantes, afirmou que a embaixada está a retardar-se nas respostas dos pedidos de visto dos estudantes, uma vez que aguardam, há quase quatro meses, uma resposta ao pedido de visto e nada, ou seja, nenhuma justificativa da embaixada de Portugal.

O estudante asseverou ainda que todos os documentos já foram emitidos, e que já estão todos matriculados em universidades em Portugal, até com o pagamento de propinas efetuado.

Justificou que as aulas já estão muito avançadas, e, por conseguinte, estão “super atrasados”, pelo que, acrescentou, esta morosidade e a incerteza se vão ou não vão ser atribuídos os vistos estão a causar preocupações a todos os estudantes, porque ficam à deriva, sem saber o que fazer.

“Queremos ir estudar e a embaixada atrasa a nossa ida”, reiterou Wilson Semedo, salientando que o propósito da manifestação é apenas fazer com que a embaixada se pronuncie em relação a este atraso na atribuição dos vistos aos estudantes, porém querem uma resposta “positiva, e irem correr atrás dos seus objectivos”.

Por sua vez, Nelson Borges disse que esta falta de resposta e morosidade da embaixada tem deixado a todos os alunos “tristes” e “angustiados”, tendo sublinhado que ao longo da vida se faz planos, planeia-se coisas “melhores”, portanto, a seu ver, em Portugal vêem “mais oportunidades” do que aqui em Cabo Verde.

“Dizem que os alunos que para ali vão não estão a estudar, que 94% não estão a estudar, então porque é que abrem mais vagas em menos de um ano?”, questionou o estudante, ressaltando que a embaixada “não quer dar respostas”.

Em nome dos estudantes, Nelson Borges apelou a uma resposta, asseverando que devem saber, ao menos, se os vistos foram recusados e que justifiquem o porquê da recusa, ao invés disto, “a embaixada só tem atrasado os estudantes”.

“Vamos estudar, porque deixam que cheguemos atrasados? As aulas começaram em Setembro, fecharam por causa da covid-19 e reiniciaram em Outubro, disse, considerando que chegar atrasado na escola deixa os alunos “desnorteados”.

A Inforpress tentou falar com a embaixada de Portugal para uma eventual reacção, mas sem sucesso.

TC/ZS

Inforpress/Fim

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