Estatuto do pessoal docente tem “muita coisa boa” mas há artigos que precisam ser revistos – sindicato

Cidade da Praia, 20 Abr (Inforpress) – A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, disse hoje que o estatuto do pessoal docente tem “muita coisa boa, mas há artigos que precisam ser revistos porque “têm dificultado a progressão” na carreira docente.

“Temos professores com vários anos de leccionação, que têm Instituto Pedagógico (IP), bacharel, mas que neste estatuto não são contemplados”, informou a presidente do Sindprof,  durante uma conversa aberta sobre os impactos reais do novo Estatuto do Pessoal Docente.

Segundo Lígia Herbert, o novo Estatuto do Pessoal Docente em vigor “açambarca só a licenciatura e o mestrado”, contando com os professores que começam agora.

Lígia Herbert disse, entretanto, que a classe docente tem os professores que formaram no Magistério Primário, na Escola de Formação de Professores que se transformou no Instituto Superior de Educação, ISE e agora Uni-CV e o IP.

“Temos também professores que não têm a licenciatura e alguns já estão a fazer. E o estatuto não os contempla na promoção. Há professores com mais de 20 anos de carreira e não tem uma progressão, nem a promoção com o novo Estatuto”, reclamou Lígia Herbert.

O encontro, sublinhou Lígia Herbert, visa discutir e recolher subsídios dos professores e posteriormente pedir a renegociação do novo Estatuto.

“Estamos a recolher inputs para depois elaborarmos um documento sério, legal e entregar ao Ministério da Educação, visando a renegociação do estatuto”, disse Lígia Herbert aos jornalistas.

Com este novo estatuto “os professores estão a perder alguns pontos que é necessário recuperar. É preciso avançar e não recuar como estamos a ver em alguns artigos deste estatuto”, salientou a presidente do Sindprof.

A ministra da Educação, Maritza Rosabal, que participou no encontro, disse que neste momento está-se num processo de recolha de subsídios sobre o estatuto do pessoal docente, tendo em conta algumas preocupações e questões que vêm sendo colocadas pelos professores.

“No âmbito do dia do professor aproveitamos para reflectir sobre diferentes questões, nomeadamente o estatuto do pessoal docente, um instrumento que queremos que seja útil para todos”, sublinhou Maritza Rosabal.

Na ocasião, a ministra da Educação disse que o Governo pretende que o estatuto seja adequado a nova realidade porque o país tem professores licenciados, mestrados e doutorados que estão no sistema e que vão ser reclassificados e promovidos.

“Temos que pensar num estatuto que seja bom para o pessoal docente, mas que faça também com que os resultados dos alunos sejam cada vez melhor”, frisou a ministra da Educação.

JL/AA

Inforpress/Fim

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