Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Estado vai criar mecanismos de empreendedorismo para permitir que projectos bancados e com risco adicional sejam partilhados com o governo – ministro

 

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – O Estado está a criar mecanismos de empreendedorismo com cerca de 10 milhões de dólares americanos para permitir que projectos que sejam bancados e com risco adicional sejam partilhados com o governo.

A garantia é do ministro das Finanças, Olavo Correia, quando falava à imprensa sobre as ambições e desafios do governo no que tange ao sistema financeiro e a propósito da palestra “Perspectivas da Economia e Finanças, a Banca e as Empresas”, realizada no âmbito das celebrações do 9º aniversário do Banco BAI Cabo Verde.

Olavo Correia adiantou que neste processo, as bancas terão todo a incumbência em analisar os projectos e avaliar os riscos, sendo que o governo só poderá intervir supletivamente para evitar interferências politicas e partidárias na gestão de projectos e avaliação de riscos.

“Estamos a criar o ecossistema, precisamente, para partilhar o risco com o sistema bancário, bonificar parte de juros para determinados projectos e permitir que as micro, pequenas e medias empresas tenham acesso ao financiamento”, disse.

Este processo, adiantou, tem de ser feito num quadro de responsabilidade, uma vez que “não há dinheiro para dar a ninguém”.

Reiterou ainda que as empresas devem ser bem geridas, com transparência e responsabilidade, pois, destacou, só assim fazem sentido, ou seja, se criarem valores para todos.

“Penso que é muito importante o papel das empresas neste novo futuro, sobretudo, das empresas do sistema financeiro, dos bancos, que têm um papel acrescidos, pois, para além de serem empresas, são bancos que têm um papel normalizador em relação a todas as demais empresas que concorrem para o financiamento”, realçou.

E porque o papel dos bancos é essencial, Olavo Correia disse que ia falar do novo ecossistema de financiamento da economia e de um pacto que terá de ser assinado entre os sistemas financeiros, os bancários e o Estado de Cabo Verde.

A intenção, além de servir para aportar financiamento da economia, tem ainda como propósito, explicou o ministro das Finanças, a salvaguarda dos riscos e das instituições, assim como apendar os depósitos que têm de ser garantidos a todo o tempo e sempre.

Lembrou ainda que a banca tem sido uma parceira, mas que deve haver clarificação dessa parceria e definições das responsabilidades de cada um, assim como os riscos que cada um assume para uma parceria efectiva.

“Não pode acontecer o que aconteceu no passado, em que o Estado define politicas de bonificação de juros e depois não é pago. Isto destrói a confiança”, precisou.

Com o novo ecossistema, indicou, o governo quer construir diálogo e saber o que a banca espera, para poder colocar a sua sinergia ao serviço da “nossa economia e das nossas empresas”.

O BAI Cabo Verde foi inaugurado na Cidade da Praia, no dia 21 de Novembro de 2008, com um capital social de aproximadamente 9 milhões de euros, tendo como accionistas o BAI Angola com 80.43%, a petrolífera angolana Sonangol, com 16.30% e a empresa cabo-verdiana SOGEI, com 3.26%.

PC/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos