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Estado da Nação: Primeiro-ministro destaca ganhos em diferentes domínios num mandato marcado por três anos de seca

Pedra Badejo, 31 Jul (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, destacou hoje vários ganhos conseguidos em diferentes sectores como educação, formação profissional, emprego, saúde, entre outros, num mandato marcado por três anos de seca.

O chefe do Governo, que discursava no encerramento do debate sobre o Estado da Nação, afirmou que mesmo em contexto difícil, provocado pela pandemia da covid-19, Cabo Verde, que é um País “pequeno”, “continua de pé”.

“Continuamos de pé na educação, na saúde, na inclusão social, em investimentos, assim como na economia. A situação é hoje difícil e ninguém nega”, demonstrou, salientando que o contexto actual é difícil em Cabo Verde e em qualquer parte do mundo.

O governante disse que não se pode dizer que estava tudo mal antes da pandemia e que piorou por causa da covid-19.

“O Estado da Nação acontece quatro anos e dois meses depois do início efectivo da governação”, mostrou, lembrando que governou o País num contexto de três anos de secas severas, o que considera um factor incontornável no contexto da governação, mas que nunca encarou este facto como desculpas.

“Fomos à luta, combatemos, investimos e temos resultados”, afiançou o primeiro-ministro,  frisando que o seu Governo colocou de pé os programas e as políticas, nos quais os cabo-verdianos fizeram melhores aproveitamentos.

Ulisses Correia e Silva destacou investimentos no apoio à valorização da pecuária, na água, no emprego público, no rendimento e nas infra-estruturas úteis.

“Estamos hoje num contexto difícil da covid-19, estamos a dar um bom combate, com prevenção e contenção da pandemia, protecção das pessoas, protecção das empresas, protecção do emprego, protecção do rendimento e isto não é obra do acaso”, fez saber.

Defendeu que não se pode ignorar que a economia estava a crescer, gerando emprego, aumento do rendimento, assim como consumo e investimento privado.

Ulisses Correia e Silva frisou, também, que a covid-19 veio interromper este processo, assim como está a interromper em toda a parte do mundo.

Mencionou ainda ganhos na protecção de crianças, idosos e portadores de deficiência, no crescimento das finanças, assim como mais apostas no microcrédito.

Na mesma linha, indicou mais atenção à igualdade e equidade do género, garantia à educação com gratuitidade do ensino e universalização do ensino pré-escolar.

“Investimos na Saúde quer através de recursos financeiros, quer através da valorização dos profissionais da Saúde, quer através de infra-estruturas e também da tecnologia”, realçou, referindo também aos investimentos no sector dos transportes.

Durante o seu discurso, o primeiro-ministro endereçou uma mensagem de agradecimento à diáspora pelos contributos no combate à pandemia da covid-19, mesmo num contexto em que todos estão com problemas.

“Não se pode dizer que não tivemos políticas para a diáspora”, afirmou, indicando que houve reformas e medidas, com impactos no melhoramento dos serviços consulares e alfandegários.

O primeiro-ministro admitiu que a covid-19 trouxe problemas graves, mas afirmou que o País está confiante, reconhecendo que não há outras alternativas além de fazer um bom combate para vencer e retomar o crescimento económico.

WM/HF

Inforpress/Fim

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