Especialista propõe produtos alternativos ao amianto que promovam a eficiência energética

Cidade da Praia, 28 Abr (Inforpress) – O representante da Ordem dos Engenheiros Técnicos de Portugal, José Teixeira, defendeu hoje, na Praia, a substituição do fabrico de amianto com produtos e materiais alternativos que promovam a eficiência energética com painéis de isolamento térmico nos edifícios.

O engenheiro técnico civil falava à imprensa, à margem do congresso internacional sobre segurança e saúde no trabalho, promovido pelo Instituto de Segurança e Saúde Ocupacional (ISSO) no âmbito do Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, assinalado hoje, 28 de Abril.

José Delgado, que é também docente no Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa, irá fazer a apresentação do tema “Remoção do amianto na construção, prevenção e procedimentos”.

Segundo avançou, Portugal e a Europa já dispõem de uma legislação para regular o fabrico de amianto e desde 2005 é proibido o uso de fibrocimento nas construções.

“O ideal era parar com o fabrico e conseguir produtos e materiais alternativos que tenham as mesmas funções. Por exemplo, em Portugal, agora estamos a remover o fibrocimento de todas as escolas com amianto e estamos a substituir por painéis de isolamento térmico que permite também promover o isolamento térmico e a eficiência energética”, explicou.

Entretanto, José Delgado advogou que toda essa dinâmica deve estar ao dispor dos agentes que estão no terreno, como as empresas, empreiteiros de construção, projetistas, as organizações, de modo a planear e organizar para resolver todas essas situações.

Para este engenheiro técnico civil, essa alternativa é o caminho do futuro, sendo que irá contribuir ainda para que as alterações climáticas ocorram com menos intensidade e menos danos, criar novas dinâmicas de mais conforto para as pessoas e para o ambiente geral.

Por outro lado, defendeu que para alcançar a segurança e saúde no trabalho é preciso ter uma legislação que responda às necessidades de cada um dos sectores, ter um sistema de gestão de segurança eficaz que resulte numa política de segurança.

“Temos de trabalhar para que se caminhe para emissões de carbono zero, ter energias renováveis nas diversas áreas. Tudo isso tem que estar na primeira linha e perceber que as instituições têm que estar prontas para colaborar neste processo sendo que muitas das vezes são a alavanca dessas situações”, apontou.

O encontro reúne técnicos e especialistas nacionais e internacionais para debaterem e procurarem as melhores estratégias para a promoção do trabalho cada vez mais seguro, saudável e digno.

A definição do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho teve origem na explosão de uma mina de carvão localizada na Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. Nesse acidente, 78 trabalhadores mineiros morreram e um número expressivo ficou ferido, mas foi somente em 2003 que a OIT estipulou a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

A escolha foi em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Como esse caso da explosão da mina ganhou bastante notoriedade na mídia e a definição dessa data representa a oportunidade de reflexão sobre a relevância da adoção de práticas em defesa da saúde dos trabalhadores.

AV/CP

Inforpress/Fim

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