Especialista em psicologia quer aprofundamento do compromisso com a saúde mental no País

Cidade da Praia, 24 Nov (Inforpress) – O especialista em psicologia social e das organizações Jacob Vicente defendeu hoje o aprofundamento do compromisso com a saúde mental, ressaltando a necessidade de se reorganizar atacando riscos e fortalecendo o sistema de atenção.

Jacob Vicente, que é também responsável do Centro de Atendimento Psicológico (CAP), na capital do País, realçou ainda que o Atlas da Saúde Mental de 2021 da OMS revela “cenários decepcionantes da falha mundial” no fornecimento do serviço de saúde mental.

Referiu ainda que a última edição do Atlas, que inclui dados de 171 países, fornece indicações claras de que a maior atenção dada à saúde mental nos últimos anos ainda não resultou em um aumento de escala de serviços de saúde mental em qualidade e alinhado às necessidades.

“A OMS diz ser preocupante que, apesar da necessidade evidente e crescente de serviços de saúde mental que se tornou mais crítica durante a pandemia da covid-19, as boas intenções não estão sendo atendidas com investimentos”, disse, afirmando que o País é exemplo deste “mau investimento” no sector da saúde pública.

No seu discurso, põe tónica ainda no financiamento dos Governos na saúde mental, que considera “muito pouco”, e no envolvimento dos profissionais junto das comunidades para uma “maior e melhor atenção primária”.

Regozija-se com o trabalho que a Cruz Vermelha tem feito no apoio à saúde mental em todas as ilhas, através de um programa bem delineado.

O presidente da Câmara Municipal da Praia, que presidiu à abertura do I Congresso Internacional de Saúde Mental, realçou no seu discurso a boa vontade do CAP e seus responsáveis em levar adiante a realização de um colóquio de tal envergadura apesar dos parcos recursos que dispõem.

Refere-se ainda sobre a dimensão “importante” da sociedade civil em estar à frente e diz estar convicto em apoiar e apostar numa incitava que emerge da responsabilidade da comunidade.

Neste âmbito promete, enquanto poder local, apoiar iniciativas do género, afirmando que a hora é de acção visto que a gestão da psicologia na Praia é “central e gritante”.

“A câmara precisa agir nesta área, apesar de não poder desenvolver investigação”, acrescenta, prometendo parceria como forma de agir nesta matéria.

O congresso, que conta com a participação de cerca de 80 pessoas, decorre no auditório da Federação Cabo-verdiana de Futebol e vai debater temas relacionadas com a saúde mental e física, suicídios, saúde mental dos funcionários públicos em Cabo Verde, saúde mental nas escolas para esclarecer aos pais sobre o que se passa com os adolescentes, o seu envolvimento com o álcool, as drogas, assim como a violência.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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