Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Espanha considera fundamental a protecção das fronteiras de Cabo Verde no combate à imigração ilegal e descontrolada pelo mar

Cidade da Praia, 22 Jul. (Inforpress) – A Espanha considera fundamental a protecção das fronteiras de Cabo Verde, “um país que protege a sua fronteira”, mas que se encontra nas proximidades das Nações que passam por uma imigração ilegal e descontrolada pelo mar.

Esta informação foi revelada esta manhã na cidade da Praia pela embaixadora da Espanha em Cabo Verde, Dolores Pires, por ocasião da Formação em Análise de Riscos em Fronteiras, aos efectivos policiais e forças armadas cabo-verdianas, no quadro do projecto Blue Sahel, co-financiado pela União Europeia e Governo de Espanha.

Explicou que tanto a União Europeia como o governo da Espanha trabalham em Cabo Verde e em outros Países da África Ocidental, sobretudo Mauritânia, Senegal e Guiné-Bissau neste projecto Blue Sahel, que “tem tido muito sucesso”, despertando, inclusive o interesse de outras nações como o Mali e a Gâmbia, por força da experiência cabo-verdiana.

Disse, ainda, que se torna essencial o controlo efectivo da fronteira, com vista à promoção de projectos voltados para a imigração legal e ordenada, salientando que desde 2006 a Espanha começou a focalizar a sua política de imigração com enfoque em integrar, evitando assim “imigração forçada devido a falta de oportunidades”.

A diplomata do Reino da Espanha disse esperar que o projecto “Blue Sahel” seja um êxito no sentido de melhorar, cada vez mais a política de protecção das fronteiras marítimas cabo-verdianas.

Enquanto isto, o encarregado dos Negócios da União Europeia em Cabo Verde, Ulrich Weins, destacou a importância do projecto “Blue Sahel” voltados pela “troca de boas prática e experiência em matéria de controlo de imigração irregular, tráfico de pessoas, drogas e terrorismo”.

Realçou que o projecto enquadra-se numa estratégia económica e política muito mais abrangente da União Europeia, mas também da parceria entre a União Africana e a UE, debatida, sobretudo na última cimeira em Abidjan, pelo que considerou tratar-se de uma nova parceria entre partes que enfrentam o mesmo desafio.

Apontou a imigração e a mobilidade, “como uma evidência num mundo, cada vez mais integrado e mais conectado”, mas que podem ser encarados como um desafio, mas também uma oportunidade, enquanto base de prosperidade.

Explicou que este desafio passa por fazer com que a imigração seja regulada e bem ordenada, de forma a evitar grandes tragédias humanas, quer no mediterrâneo, quer no Sahel ou outras paragens.

SR/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos