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Escuteiros pedem “mudança de atitude” e aposta na liderança face aos desafios do século XXI (c/áudio)

Cidade da Praia, 30 Nov (Inforpress) – A chefe do Agrupamento de Escuteiros S. Francisco de Assis (AESFA) defendeu hoje uma “maior consciencialização” dos jovens sobre a importância do voluntariado e a necessidade de se apostar na liderança dos escuteiros para responder aos desafios actuais.

Rosângela Alfama fez estas declarações à imprensa à margem da cerimónia de comemoração do 18º aniversário da criação do Corpo do Escutismo Católico Cabo-Verdiano, que se celebra hoje com a realização do 4º ciclo de conferência sobre o escutismo sob o lema “Desperta o escuteiro que há em ti”, um evento promovido pelo AESFA.

Na ocasião, afirmou que o lema faz relembrar que escuteiro é aquele que, pela sua postura perante a vida, é atento a tudo o que o rodeia e faz a mudança acontecer, mesmo que seja pequena.

Considerou o 4º ciclo de conferência sobre o escutismo em Cabo Verde como um desafio afirmando que o foco desse ano é dizer a sociedade que dê mais credibilidade aos escuteiros e que acreditem que o escutismo deve fazer parte da agenda de muita gente e das organizações na construção de um Cabo Verde melhor.

Disse ainda que pretende-se com mais este Ciclo de Conferências continuar a dar a conhecer o movimento da fraternidade e valorizar sua ação que, mesmo que discreta, torna-se cada vez mais imprescindível a nível local e global e a importância de marcar a diferença nos dias actuais.

No entanto para a chefe do agrupamento marcar a diferencia não é somente ser católico, isto é, uma pessoa que não professa uma fé pode marcar a diferença, porque ajuntou, marcar a diferença pela positiva tem a ver com os princípios básicos da dignidade humana

“É necessário marcar a diferença numa sociedade que teimosamente continua como está, um caminho de algumas pedras e que são precisos quebrar, estamos a falar os vícios, das pessoas irem pra sítios e contexto porque os outros vão”, disse sublinhando por outro lado que a questão de marcar a diferença é um processo que se for trabalhado pode um dia dar resultados esperados.

Para Rosângela Alfama, os escuteiros católicos desempenham um papel importante a nível local e global daí que realçou é preciso que a sociedade reconheça que são realmente úteis para essa mudança positiva que se pretende.

Rosângela Alfama disse por outro lado que o escutismo católico em Cabo Verde enfrenta ainda muitos desafios e que 18 anos de idade do Corpo do Escutismo Católico Cabo-verdiano representa uma maturidade e de grandes conquistas.

A sociedade cabo-verdiana asseverou esta responsável ainda não está preparada para fazer a diferença numa altura em que o consumismo domina a vidas das pessoas e o conceito do voluntariado tem sido pouco praticado em Cabo Verde.

Lamentou neste quadro o fato de haver ainda um défice do voluntariado em Cabo Verde tendo neste sentido apelado aos jovens a se engajarem mais pelas causas sociais e a ter disposição em ajudar o outro.

“Somos um país que tem muitos jovens se calhar poderíamos esperar de um jovem ser voluntário. Infelizmente as nossas crianças e jovens e acabam ficando entrelaçadas com a questão do consumismo, a questão de não ter tempo para isso, mas ter tempo para outras coisas só que com o voluntariado ganhamos, mas não em termos monetários e esse ganho leva o seu tempo”, concluiu.

CM

Inforpress/Fim

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