Escritos de Amílcar Cabral classificados como elementos da memória do mundo é ambição da fundação  

Cidade da Praia, 12 Set (Inforpress) – O presidente da Fundação Amílcar Cabral (FAC), Pedro Pires, assegurou que a ambição da fundação é conseguir que os escritos de Amílcar Cabral sejam classificados como elementos da memória do mundo na Unesco.

Pedro Pires fez estas afirmações em entrevista à Inforpress, a propósito do 96º aniversário de nascimento de Amílcar Cabral, considerado o pai da nacionalidade cabo-verdiana nascido a 12 de Setembro de 1924.

Segundo este responsável, a FAC, no quadro da sua missão e função tem trabalhado “muito na preservação, valorização e divulgação” da vida e obra de Amílcar Cabral, para que o conhecimento dessa “figura histórica” e os seus ideais sejam “cada vez mais aprofundados”.

“Na agenda da Fundação Amílcar Cabral, está-se a trabalhar na apresentação junto da Unesco dos escritos de Amílcar Cabral na intenção de serem considerados como elementos da memória do mundo, quer dizer, já falamos da dimensão nacional, africana, mas não falamos da dimensão universal”, realçou.

Lembrou que o Governo aprovou a lei que cria o comité nacional para a memória do mundo, mostrando-se disponível em trabalhar com o executivo e outras entidades nacionais e africanas para que a classificação dos escritos de Amílcar Cabral, a nível mundial, seja uma realidade.

Defendeu, no entanto, a necessidade de se trabalhar na melhoria do funcionamento das instalações da Fundação Amílcar Cabral, informando que neste momento duplicaram o espaço da sede da fundação e que esperam conseguir meios para equipar e desenvolver um trabalho de investigação à volta da memória de Amílcar Cabral e da luta da libertação nacional.

Amílcar Cabral nasceu a 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné Conacri, filho de Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora. Cabral foi poeta, agrónomo, e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde a 5 Julho de 1975 e Guiné-Bissau oficialmente a 10 Setembro de 1974.

Cabral partiu para Cabo Verde com apenas oito anos, acompanhado a sua família. Enquanto estudante, conseguiu uma bolsa de estudos para ingressar na universidade onde estudou Engenharia Agrónoma no Instituto Superior de Agronomia, em Portugal.

Foi dentro da sua “nova” vida universitária que Cabral começou a envolver-se mais com as ideologias oposicionistas e fundou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1956.

A 20 de Janeiro de 1973, o fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, actual Partido Africano da Independência de Cabo Verde — PAICV) Amílcar Cabral foi assassinado na Guiné-Conacri, a oito meses da declaração de forma unilateral, da independência da Guiné-Bissau.

CM/AA

Inforpress/Fim

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