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Escritores em Cabo Verde enfrentam dificuldades para encontrarem patrocínios, diz José Maria Almeida

Cidade da Praia, 27 Abr (Inforpress) – O técnico do Arquivo Nacional de Cabo Verde José Maria Almeida, considerou hoje que em Cabo Verde os escritores têm dificuldades em encontrar meios para a publicação dos seus livros.

José Maria Almeida transmitiu esta afirmação à comunicação social, por ocasião da apresentação do seu livro “Luiz Filiberti, Physico-Mór da Província de Cabo Verde de 1840 a 26 de Outubro de 1846: Subsídios para uma biografia e três peças arquivísticas inéditas”, que aconteceu no Instituto do Arquivo Nacional de Cabo Verde, na Cidade da Praia.

Conforme desabafou o autor, a obra ficou pronta em finais de 2019, mas não conseguiu apoio de nenhuma instituição para a publicação do livro naquela época.

“Em pleno início da pandemia, ventilei o pedido junto de 10 instituições, mas infelizmente não houve resposta alguma. A princípio a ideia era de lançar 500 exemplares, mas decidimos diminuir para 250, como forma de diminuir o orçamento que solicitamos”, lamentou José Maria.

Segundo a mesma fonte, estava à procura de dois ou três patrocinadores para a publicação do livro e no entanto a Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamento (SISP) decidiu patrocinar, na totalidade, o lançamento da obra.

José Maria Almeida disse que o livro é de interesse para todas as pessoas, jovens, farmacêuticos, médicos, para os serviços de saúde pública, isso porque, segundo o mesmo, a obra fala sobre as quarentenas, junta de saúde militar, junta de saúde pública e sobre a comissão de saúde pública.

“Luiz Filiberti foi Physico-Mór na Guiné-Bissau e em Cabo Verde. Foi durante esse tempo que o país começou a ter a junta da saúde pública, a comissão de saúde pública, a junta da saúde militar”, argumentou.

O autor informou, que Luiz Filiberti nasceu em Itália e formou-se em Medicina na Universidade de Pavia, foi para Portugal, serviu como cirurgião-mór em Bissau, por nomeação provisória do ex-Governador Geral da Província de Cabo Verde e Costa de Guiné, Joaquim Pereira Marinho, entre 13 de Março de 1837 e 16 de Setembro de 1839.

Foi nomeado Physico-Mór da Província de Cabo Verde por decreto de 28 de Janeiro de 1840, exerceu a sua função em diversas ilhas deste arquipélago durante cerca de seis anos.

“Pediu e obteve a sua demissão por decreto de 02 de Setembro de 1845. Continuou a viver nos Picos, interior da ilha de Santiago, até ao dia 26 de Outubro de 1846, data de seu embarque para Lisboa, dois dias após o enterro de seu segundo filho no Cemitério Público da Vila da Praia”, relatou.

DM/HF

Inforpress/Fim

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