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Escritora Vera Duarte participa no colóquio internacional “Unidade e diversidade da Língua Portuguesa” em Portugal

Cidade da Praia, 10 Jul (Inforpress) – A escritora Vera Duarte representa Cabo Verde no colóquio internacional “Unidade e diversidade da Língua Portuguesa” que terá lugar esta terça-feira em Portugal.

Em declarações à Inforpress, a escritora e ex-presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), avançou que no decorrer do encontro deverá dissertar sobre “A Língua Portuguesa como metáfora do Quinto Império”.

No seu entender, foi através da língua portuguesa que Portugal conseguiu realizar o sonho do Padre António Vieira que era o de tornar “Portugal maior que Portugal”, ou seja, através dos descobrimentos, o país se transformaria no V Império.

“Durante o período da escravatura, Portugal conseguiu levar a sua língua a lugares maiores e é essa língua que depois passa a ser usada pelos povos africanos, que por sua vez vão dar uma maior dimensão a Portugal que tem cerca de 10 milhões de habitantes, mas que tem uma língua que actualmente é falada por cerca de 250 milhões de habitantes”, realçou.

Para Vera Duarte, a língua portuguesa é a “melhor herança que Portugal deixou a Cabo Verde”, afirmando que, com a independência, o português passou a ser uma “língua de pertencimento” de cada um dos países que foram  colónia portuguesa.

Segundo a escritora, este evento representa mais uma oportunidade de reunir os actores literários num só palco para uma “frutífera” troca de ideias e conhecimentos sobre uma língua que, na sua opinião, “acabou por unir povos dos quatros cantos do mundo”.

A variedade de português que começou a existir em cada um dos países de língua oficial portuguesa, de acordo com a escritora, permite agora caracterizar o português como uma “língua pluricêntrica” e onde cada vez mais vai adquirindo legitimidade dos diversos centros emissores dessa variedade.

Vera Duarte sublinhou, entretanto, que apesar da língua portuguesa estar declarada na Constituição como língua oficial de Cabo Verde, há que se investir ainda no seu tratamento e aprimoramento, asseverando que existe um “défice de bem falar e escrever” o português nos vários níveis de ensino no país.

O evento é promovido pela Academia das Ciências de Lisboa e conta com a participação de académicos, professores, escritores e autores portugueses, brasileiros e africanos.

CM/FP

Inforpress/Fim.

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