Escola Pedro Gomes sensibiliza comunidade escolar sobre a prática desportiva nas pessoas deficientes

Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – A Escola Secundária Pedro Gomes promoveu hoje, na Praia, uma acção de sensibilização denominada “Dia Paralímpico” com o intuito de sensibilizar a comunidade escolar sobre a prática desportiva nas pessoas deficientes e os desafios que enfrentam no dia-a-dia.

Segundo avançou a directora da ESPG, Constantina Ferreira Afonso, o evento, que está inserido no concurso Selo de Qualidade em Educação e decorre sob o lema “Viver a igualdade na diferença, sem deixar ninguém para trás”, promove ainda o intercâmbio e trocas de experiências entres os alunos deficientes, pais, encarregados de educação e professores do agrupamento para uma maior inclusão social.

“A primeira edição do Dia Paralímpico tem por objectivo mostrar as pessoas quais são as dificuldades que os alunos com deficientes enfrentam no dia-a-dia e sensibilizar a comunidade escolar sobre a prática das actividades física”, sublinhou adiantando que o agrupamento tem mais de 50 alunos com necessidades educativas especiais relacionadas com a síndrome de down, deficiência motora, deficiência cognitiva, surdez e cegos.

Constantina Ferreira Afonso adiantou ainda que durante a manhã de hoje os alunos vão ser contemplados com várias modalidades desportivas adaptadas, nomeadamente aeróbica, andebol adaptado, basquetebol em cadeiras de rodas, boccia, xadrez, kit atlético, voleibol sentado e golbol.

Nestas actividades participaram a Escola Secundária Pedro Gomes, Escola Básica Nova Assembleia, Escola básica Nova Presidência, Escola Central, Escola do Brasil e Escola Básica Eugénio Tavares, que constituem o agrupamento das escolas de Achada Santo António.

Por seu turno, o secretário geral do Comité Paralímpico Cabo-verdiano, Elton Gonçalves realçou a importância e a necessidade do evento ser realizado com mais frequência, e levar a outras escolas de modo a criar uma sociedade cada vez mais inclusiva.

Para este responsável, o essencial é fazer com que as pessoas “ditas normais” percebam e conheçam os desafios do dia-a-dia dessas pessoas na sociedade cabo-verdiana.

Acrescentou que o Comité Paralímpico Cabo-verdiano está a trabalhar com a Associação Gracilino Barbosa para levar a iniciativa ao concelho do Tarrafal, e que o objectivo é criar clubes inclusivos em cada escola.

Promovido pelo Agrupamento de Achada Santo António e o Comité Paralímpico Cabo-verdiano (COPAC), o evento contou com a parceria da Direcção-Geral dos Desportos, da Federação Cabo-verdiana de Andebol, da Federação Cabo-verdiana de Atletismo, da Câmara Municipal da Praia e de outros parceiros.

AV/CP

Inforpress/Fim

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