ERIS alerta que além da verificação nutricional a questão sanitária dos alimentos é extremamente importante

Cidade da Praia, 07 Jun (Inforpress) – A administradora-executiva da ERIS afirmou hoje que esta instituição tem acompanhado a segurança alimentar no País, sobretudo neste momento de insegurança alimentar, tendo alertado que além da verificação nutricional a questão sanitária dos alimentos é extremamente importante.

Patrícia Alfama fez estas considerações à imprensa, à margem de um webinar realizado hoje pela Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) sobre “Alimentos Seguros, Melhor Saúde” que contou com a participação de duas entidades portuguesas e, ainda, da OMS em Cabo Verde.

O evento, explicou, enquadra-se no Dia Mundial da Segurança Sanitária dos Alimentos, que hoje se assinala, com o propósito de promover um momento de partilha, de reflexão com as autoridades competentes nacionais, os operadores económicos, os consumidores, mas também, com as entidades parceiras da ERIS.

Segundo afirmou, muitas doenças são transmitidas por alimentos e cita as estatísticas das Nações Unidas e da OMS, que indicam que um em cada dez pessoas no mundo morre por doenças transmitidas por alimentos, sobretudo as crianças.

“Portanto, se não é seguro, não é alimento, esse é um grande lema para este dia, diante das várias actividades que a ERIS está a realizar em comemoração do 07 de Junho”, disse.

Sobre a questão da insegurança alimentar que o mundo enfrenta derivado da crise provocada pela pandemia e pela guerra na Ucrânia assegurou que a ERIS está a acompanhar a nível nacional, não em termos de abastecimento, que cabe ao Ministério da Agricultura, mas em termos da segurança sanitária.

“Cabo Verde por ser um País insular e com alguns constrangimentos a nível da agricultura, a maior parte de alimentos são importados. Então, é extremamente importante fazermos esse acompanhamento, porque nós somos o que comemos, e qualquer alimento, além de verificarmos as questões nutricionais, a questão sanitária é extremamente importante”, reforçou.

Ainda durante o webinar, foi apresentado o segundo Manual de Boas Práticas de Controlo de Pragas no Sector Alimentar, no âmbito de uma coleção de manuais de boas práticas que a ERIS tem vindo a produzir.

“Consideramos que seria extremamente importante trazer esta ferramenta para os operadores económicos, considerando a nossa experiencia nas inspecções que fazemos nos últimos anos, em todos os concelhos do País, em que verificamos a presença de pragas nos estabelecimentos”, avançou.

Deste modo, a ERIS acredita que este documento servirá como uma ferramenta de apoio aos operadores económicos, através de uma linguagem simples, e ilustrada, tanto no sector da restauração, de grossistas, retalhistas, para as indústrias e também para a produção artesanal de alimentos.

Para Patrícia Alfama quando um estabelecimento não implementa um programa de higiene correcto, e sendo um espaço em que se manuseia os alimentos acaba por enfrentar o odor, que por sua vez, atrai pragas, como insectos e alguns roedores.

Daí que considerou que a higiene é fundamental, lembrando que as pragas transmitem doenças, muitas vezes graves para a saúde, e é neste sentido que defendeu que todos os estabelecimentos devem ter um plano de combate às pragas, como forma de prevenção.

ET/HF

Inforpress/Fim

 

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