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Epidemia: Covid-19 terá um impacto “significativo” para a economia cabo-verdiana – governante (c/áudio)

Cidade da Praia, 16 Jul (Inforpress) – O secretário de Estado para as Finanças garantiu hoje que os efeitos da pandemia Covid-19 terão um impacto “significativo” na economia cabo-verdiana, criando situações de retrocesso, apesar das medidas adoptadas pelo Governo para mitigar as consequências.

Gilberto de Barros fez essa leitura na sessão de abertura do debate sobre “Impacto da Covid-19 na Economia Cabo-Verdiana”, esta manhã, por videoconferência, na cidade da Praia.

“A Covid-19 chegou e o seu impacto a nível mundial vai levar todos os países a uma recessão. Na economia de Cabo Verde, assim como nas pessoas, vai ter um impacto muito significativo, pois, 25% da economia do país é baseado no turismo e 8% no transporte aéreo, assim como as remessas dos emigrantes”, afirmou o governante.

O secretário de Estado para as Finanças realçou, entretanto, as medidas adoptadas por Cabo Verde para mitigar o impacto da Covid-19, como as de proteger a vida humana e o rendimento das famílias mais pobres, bem como os trabalhadores, considerando que a economia do país em 2019 estava “muito bem encaminhada” para atingir as metas 2030.

“Cabo Verde estava muito bem encaminhado para chegar aquilo que é a nossa ambição 2030. Em 2019, o PIB já estava a crescer a 5.7%, segundo dados do INE, mas também durante vários anos tinha uma inflação à volta de 1% e uma taxa de desemprego baixo, mas nos últimos dois anos começou a crescer e a aposta, neste ano, era ter uma taxa de desemprego a um dígito”, ressaltou.

O país, segundo informou, tinha um investimento privado em forte crescimento, assim com o crescimento turísticos, que chegou a atingir 820 mil chegadas em 2020, o que representava 25% do PIB do arquipélago.

Segundo o governante, as reformas do sector aéreo produziam o total de 8% do PIB do país, enquanto o transporte marítimo começou a conhecer melhorias.

Ao nível das contas externas, adiantou que Cabo Verde em 2019 registou “valores históricos”, sendo que o défice era de 0,2 do crescimento do PIB, o stock da reserva internacional tinha aumentado para 7,1 em Fevereiro de 2020 e a dívida pública em franco decréscimo.

Acresce, no entanto, que apesar de tudo isso, a ambição 2030 para Cabo Verde não vai mudar, pelo que o Governo irá fazer os necessários ajustes para diminuir o impacto da Covid-19.

“Convém notar que a ideia e o conceito de Cabo Verde plataforma não mudou, apesar dos efeitos da Covid-19, ainda é relevante, pois, a economia de 550 mil pessoas e um país de pequena dimensão, por si só não pode ser um mercado que permite um forte crescimento económico e uma forte melhoria da qualidade de vida das pessoas”, acrescentou.

Ainda assim, sublinhou, a solução de Cabo verde é aproveitar a localização geoestratégica para ser um país plataforma de serviço e de bem, visando com isso criar emprego, valor acrescentado e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Seguindo a sua análise sobre a ambição 2030, Gilberto de Barros observou que a aspiração do país é conseguir um rendimento per capita duplicado em termos de rendimento económico, uma esperança de vida mais elevada e com uma percentagem de pessoas na pobreza inferior a 10% e taxa de desemprego inferior aos 5%.

“É pensar num Cabo Verde mais resiliente, com o mínimo de 50% da sua energia produzido na base de energia renovável e onde 100% da população tem acesso a energia eléctrica, 95% de famílias com acesso a internet, e um país onde as remessas do emigrante tenha maior impacto”, concluiu.

PC/JMV

Inforpress/Fim

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