UE é o único parceiro que a curto prazo pode fazer a diferença em Cabo Verde – Representante

 

Praia, 05 Mai (Inforpress) – A União Europeia é o único parceiro que, a curto prazo, pode fazer a diferença em Cabo Verde, defendeu o representante europeu, considerando que o país deve avaliar as parcerias e decisões mais relevantes para os seus objectivos.

“Neste momento vê-se [em Cabo Verde] uma clara estratégia de querer facilitar tudo o que são investimentos e actividade económica e aí a União Europeia é o maior parceiro e, possivelmente, o único parceiro que a curto prazo pode fazer uma diferença”, disse José Manuel Pinto Teixeira.

O representante europeu falava à agência Lusa, a propósito dos 10 anos da Parceria Especial entre a UE e Cabo Verde, que se assinalam na próxima semana com a realização de uma serie de actividades no âmbito da habitual “Semana da Europa”.

“Não me parece que se consiga trazer, a curto prazo, turistas de outros destinos que contribuam para aumentar esse sector. Não me parece que seja fácil arranjar recursos e investimentos de outras paragens a curto prazo. E portanto, Cabo Verde tem que avaliar, em cada momento, quais as parcerias e as decisões mais relevantes para os seus próprios interesses e objectivos”, acrescentou.

Numa altura em que passam 10 anos da assinatura do acordo entre as duas partes, o representante da UE lamentou também o “défice de entendimento” que continua a existir sobre a parceria, tanto em Cabo Verde, como no exterior.

“Continua-se a ver a relação União Europeia – Cabo Verde como uma relação ‘quanto é que dás, quanto é que recebo’. E esse é o aspecto que é necessário inverter. Obviamente que há que dar, mas é também uma parceria em que há interesses mútuos e que cada uma das partes, em cada momento, toma decisões que considera serem as mais importantes para os seus próprios interesses”, disse à Lusa.

José Manuel Pinto Teixeira avaliou positivamente os 10 anos de relacionamento especial entre a União Europeia e Cabo Verde, considerando que foi possível avançar em todos os seis pilares do acordo: boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, convergência técnico-normativa, sociedade do conhecimento e luta contra a pobreza e desenvolvimento.

Para o futuro, José Manuel Pinto Teixeira adiantou que há novos projectos a serem formalizados, que serão analisados na reunião ministerial anual de acompanhamento da parceria, que este ano se realiza em Bruxelas, em Julho.

“O objectivo da parceria é ir construindo sempre nos pilares que já existem e abrindo novas áreas de cooperação”, projectou.

“Esta parceria é o reconhecimento de que em Cabo Verde há uma democracia consolidada, respeito pelos direitos humanos, estado de direito, todos os valores que são também os da União Europeia.

É o reconhecimento de que este país, embora em termos geográficos esteja em África, tem essa situação consolidada”, notou o representante europeu.

“Daí ter-se passado para um novo tipo de relações, que é uma relação entre parceiros e não a tradicional relação entre países que ajudam o desenvolvimento e outros que recebem a ajuda”, concluiu José Manuel Pinto Teixeira.

Lusa/Fim

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