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ENTREVISTA/São Vicente: Rádio Nova em mudança passa a ter programação com 90% de conteúdos de fé católica (c/áudio)

Mindelo, 15 Mai (Inforpress) – A Rádio Nova, sediada em São Vicente, passará a designar-se Rádio Nova de Maria, a partir de Janeiro de 2020, numa “onda de mudanças” que abarca a programação, que passará a ter 90% de conteúdos de fé católica.

Ainda propriedade dos Irmãos Capuchinhos de Cabo Verde, a primeira rádio privada de Cabo Verde, fundada em Dezembro de 1992, passou a ser dirigida, desde a passada terça-feira, 13, pelo frei Valter de Pina, que substituiu Antónia Santos no cargo.

Em entrevista à Inforpress, no Mindelo, o novo director da rádio anunciou que “vai mudar muita coisa”, porque, em primeiro lugar, indicou, de rádio generalista, a Rádio Nova passará para uma rádio confessional, com conteúdos “na sua esmagadora maioria” de fé católica.

“Contámos apresentar muitas orações, com 30 por cento (%) da programação futura dedicada exclusivamente à parte litúrgica, celebrativa (missas e rosário), mais 30% dedicados à formação em conteúdos da fé cristã, outros 30% sobre a formação humana (social, ambiente e cidadania) e os restantes 10% a notícias, música e entretenimento”, concretizou a mesma fonte, que anunciou que a Rádio Nova de Maria passará a ter um estúdio na Cidade da Praia (Santiago).

“Como vê muda tudo, mas tem de ser assim para não se perder a estação emissora, e muda também a nossa maneira de entender a rádio, pois em Cabo Verde não estamos habituados com uma rádio confessional”, reforçou frei Valter de Pina, para quem a situação actual “era insustentável”.

Como lembrou, a Rádio Nova foi fundada com o objectivo de anunciar a palavra de Deus e promover os valores cristãos e, a nível humano, promover o povo de Cabo Verde, objectivo que foi cumprido “por muito anos, graças aos apoios que vinham da Itália”.

Contudo, assinalou, devido à crise financeira mundial, a qualidade da rádio “desceu muito consideravelmente”, já não tem correspondentes nas ilhas, os meios técnicos da rádio “estão obsoletos” e a qualidade do sinal “diminuiu bastante”, com a rádio, neste momento, a “não chegar a todos os pontos de Cabo Verde”.

Feito o diagnóstico, havia que contornar a situação, segundo a mesma fonte, que procurou parcerias, sendo uma das vias através das duas dioceses de Cabo Verde, “mas não foi possível”, e a outra, posteriormente, quando se aventou a possibilidade de uma parceria com a Rádio Canção Nova, do Brasil, que também “não foi avante”.

“A única porta que ficou aberta foi a Rádio Maria Internacional, sediada em Itália, mas com presença em mais de 80 países, só em África são 17 rádios”, declarou frei Valter de Pina, uma rádio católica, ou seja confessional para a evangelização, explicou.

Então, após um diálogo, contou a mesma fonte, a Rádio Maria Internacional mostrou interesse na parceria, e a Rádio Nova também, porque se trata de “uma mais-valia”, já que vai ao encontro do objectivo inicial da rádio.

“Fizeram-se os primeiros contactos, que datam de Setembro do ano passado, e em finais de Abril assinamos o acordo, ou seja a Rádio Maria Internacional vai assumir a Rádio Nova”, concretizou, num acordo que prevê, sintetizou, um período de transição, até Janeiro de 2020.

Inclusive, dois técnicos da rádio italiana já estiveram em São Vicente para avaliar a situação técnica, que “será toda ela reconfigurada”, desde o sinal até as frequências, para que a rádio chegue a todos os pontos de Cabo Verde, e o equipamento dos estúdios e do próprio edifício da rádio, em São Vicente, também sofrerão transformações.

“Será um desafio grande, mas acreditamos que vamos singrar como rádio, é uma forma que precisa de muita conversão, mas acreditamos em Deus, no profissionalismo e no voluntariado”, assinalou frei Valter de Pina.

Em relação ao pessoal em efectividade de funções na Rádio Nova, o director explicou que os oito funcionários “não serão despedidos”, que haverá formação para os quadros da rádio, “porque é tudo novo, mesmo em termos religiosos” e que “cada um deve lutar para preservar o seu lugar”.

“Não haverá despedimentos e já explicamos aos quadros que a rádio está em mudança, temos de nos adaptar ao novo conteúdo e estilo e, eventualmente deveremos recrutar um ou dois especialistas seja na promoção da rádio, seja na vertente administrativa”, avançou.

Neste momento a rádio é propriedade dos Irmãos Capuchinhos, mas na fase de transição será criada a Associação Rádio Maria, de leigos, pessoas católicas, num total de 15 membros, que “praticamente será a proprietária da rádio”.

“Mas nesta fase de transição as mudanças serão paulatinas, para a entrada em velocidade cruzeiro em Janeiro de 2020”, ajuntou Valter de Pina.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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