Energias Renováveis: Governo bonifica em 50% juro de créditos para financiamento de projectos de microprodução

Cidade da Praia, 29 Nov (Inforpress) – O Governo vai bonificar em 50% os juros dos créditos bancários para o financiamento dos projectos de microprodução de energias renováveis como forma de incentivar o investimento no sector e acelerar a transição energética no País.

Para tal assinou hoje, na Cidade da Praia, com todos bancos comerciais com presença em Cabo Verde protocolos com o objectivo de facilitar e acelerar o processo de concessão dos créditos em condições favoráveis.

Segundo o ministro do Comércio, Indústria e Energia, Alexandre Monteiro, a microprodução já tem um ecossistema favorável, que fica ainda muito mais reforçado com este protocolo, já que além da bonificação, existem outros incentivos legais para garantir o acesso da ligação à rede.

“Hoje já há mais empresas e mão de obra qualificada para instalação de microprodução no país e também muitas experiências experimentadas. Se no início do plano tínhamos a capacidade global estimada de 2,5 megawats hoje já temos de 13 megawatts, isto falando de autoprodução e microprodução para autoconsumo.  Portanto estamos a falar de uma capacidade seis vezes superior ao ponto de partida”, frisou o governante.

Alexandre Monteiro sublinhou que a microprodução renovável para o autoconsumo se tem revelado uma alternativa importante para fazer face às crises energéticas, sobretudo, nas crises que têm impactado no aumento dos preços dos produtos energéticos no país e no mundo.

“É uma das medidas que se apresenta como alternativa importante para mitigar os impactos, sobretudo, nos preços de electricidade causado por essa guerra da Ucrânia”, acrescentou.

Em representação dos bancos, o presidente da comissão executiva da Caixa Económica de Cabo Verde (CECV), António Moreira, disse que este protocolo visa, de facto, favorecer as condições de financiamento para energias renováveis, vem na sequência da própria preocupação dos bancos com a questão da sustentabilidade social e ambiental.

“Nos vivemos uma nova era da sustentabilidade, portanto era das energias renováveis, era da sustentabilidade social e ambiental e nós os bancos e instituições financeiras também desde há muito que abraçamos o conceito da sustentabilidade. Isso é feito através de políticas de sustentabilidade que algumas instituições já têm e outras em vias de elaboração, mas também através de acções sociais, através de patrocínios, e sobretudo, no financiamento”, explicou.

Conforme adiantou, quase todos os bancos que já disponibilizam linhas de financiamento para a produção de energias renováveis, mas também para veículos eléctricos em condições mais vantajosas do que o normal.

“Aqui o Estado vai dar uma contribuição significativa, a bonificação de juros   em 50%, com uma taxa de referência de 9%. que por sinal é a taxa que os bancos praticam e, portanto, vai, efectivamente, contribuir para aceleração do acesso ao crédito e por esta via a produção de energia e redução da produção de carbono, dióxido de carbono e da factura eléctrica”, disse.

A cerimónia de assinatura de protocolo com os sete bancos comerciais presentes no País contou com a presença do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças e do Fomento Empresarial, Olavo Correia.

O governante sublinhou que as energias renováveis é caminho para ter energia mais barata, mais limpa, dando o contributo para a gestão da acção climática e economia de baixo carbono, mas também para ter uma energia que seja mais sustentável do ponto de vista da independência das fontes externas de energia.

“Penso que conseguir combinar as três coisas (baixar o preço, ter energia limpa e energia sustentável e independente de fontes externas) temos uma tríade que nós temos de poder obtê-la com sentido de rapidez e celeridade. Portanto, nós temos a necessidade de acelerar”, disse.

A meta de Cabo Verde é atingir 50% de penetração de energias renováveis em 2030 e quase 100% em 2040.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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