Enapor continua pressão para retirada do navio Eser do Cais da Praia – administrador

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – O administrador-delegado do Cais da Praia disse hoje que a Enapor continua a pressionar para que o navio ESER, apreendido a 31 de Janeiro, no âmbito de uma operação da Polícia Judiciária, seja retirado do porto da Praia.

Em declarações à Inforpress, Celso Martins afirmou que desde que foi noticiada que a embarcação de bandeira panamense, apreendida com 9.570 kg de cocaína, tem causado prejuízos por estar atracada numa zona “nobre e muito solicitada”, onde atracam os navios internacionais, a situação continua a mesma.

“O navio Eser continua na mesma situação”, acrescentou a mesma fonte, completando que, inclusive, está a preparar uma nota para o Gabinete de Gestão de Bens Apreendidos porque, passados quase três meses, ainda se está no processo de decisão para saber o que fazer com a embarcação.

“Pediram um monte de informações a nível dos procedimentos, mas, em termos concretos, a situação está na mesma”, prosseguiu aquele responsável, avançando que o navio “tem tido problemas”, nomeadamente com arrebentamento de cabos, pelo que, disse, recorrentemente a administração do porto tem estado a repor os mesmos, “para além dos outros custos que têm implicado a nível de imobilização do cais”.

Celso Martins disse ainda que a Enapor está a pressionar para que o navio seja retirado do espaço, porque “os prejuízos estão cada vez mais evidentes, com aquela área do cais praticamente imobilizada”.

O responsável falou ainda em prejuízo para os armadores, uma vez que há consequências financeiras quando os navios ficam sem atracar por falta de espaço.

Eser foi apreendido a 31 de Janeiro deste ano, no porto da Praia, com 260 fardos, totalizando o peso bruto de 9.570 kg de cocaína. Na sequência da operação, foram detidos 11 cidadãos, todos de nacionalidade russa, que presentes às autoridades judiciárias competentes, num sábado, dia 02 de Fevereiro, ficaram em prisão preventiva.

De acordo com a polícia científica cabo-verdiana, o cargueiro, oriundo da América do Sul, tinha como porto de destino Tanger, Marrocos. O navio fez, segundo a mesma fonte, uma escala no Porto da Praia, para cumprir os procedimentos legais relacionados com um falecimento, a bordo que, segundo informações avançadas pela PJ, “terá tido morte natural”.

A imprensa russa, citando um deputado local, avançou no passado fim-de-semana que os tripulantes foram ameaçados e obrigados a carregar a droga.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

 

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