Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Empresários pedem medidas políticas de apoio e protecção até “uma real” retoma do turismo (c/áudio)

Espargos, 08 Jun. (Inforpress) – Os empresários, através da Associação Empresarial de Cabo Verde, pedem para que as medidas políticas de apoio e protecção, como lay-off e moratórias, sejam confirmadas “desde já” e até uma real retoma do turismo.

Congratulando-se com a chegada das vacinas ao País, o que permitirá uma “recuperação gradual” do turismo, o presidente da Cabo Verde Empresas, Andrea Benolli, em representação dos associados justifica a solicitação por forma, conforme disse, a garantir um “ciclo financeiro positivo” às empresas.

“Para que estejam em condições de pagar os funcionários e dívidas de forma compatível com os pagamentos dos serviços e produtos vendidos”, explicou.

Nesta medida, com mais de 200 associados a Cabo Verde Empresas solicita um diálogo entre os operadores económicos, o sistema bancário nacional e o Governo, uma vez que, conforme fundamentou, a recuperação da economia, na prática, sem uma regulação gradual das políticas de suporte, poderá levar as empresas ao “não cumprimento” das obrigações pendentes.

“Trazendo-as de volta à crise de liquidez e nos casos mais graves, ao seu encerramento. Administrar a recuperação da economia junto com a retoma do turismo pode parecer fácil e óbvio, mas não é de todo”, ponderou. 

Segundo Andrea Benolli, a recuperação da economia exigirá a reposição de matérias-primas, para as quais, acentuou, não haverá liquidez e, provavelmente, nem mesmo a possibilidade de novos endividamentos dado o “risco actualmente percebido” pelo sistema bancário sobre os “cenários futuros e incertos”.

Quanto às facturas de vendas das empresas, depreende que “não serão pagas imediatamente”, já que as firmas não terão os recursos para recomeçar com o pagamento imediato, das obrigações fiscais e outros.

“O problema é obviamente global e não diz respeito apenas às empresas cabo-verdianas. Quase todos os países da Comunidade Europeia já disponibilizaram apoios públicos através de garantias, para poderem reduzir a taxa de juro e alargar o prazo de reembolso, especialmente para dívidas contraídas na era pré-pandémica”, concretizou.

Andrea Benolli explicou que esta política resultaria numa “diminuição acentuada” do valor da prestação periódica, salvaguardando o sistema bancário e o cumprimento do rácio de capital, mas sobretudo permitiria às empresas reposicionarem-se no mercado.

A mesma fonte entende ainda que o sistema financeiro também poderia se alinhar em produtos específicos relacionados à “tesouraria corporativa”, como a possibilidade de adiantamento de facturas ou factoring com taxas de descontos “subsidiadas” nos primeiros meses de retoma.

“Esta intervenção poderá também ser decisiva para proporcionar liquidez imediata às empresas, permitindo-lhes pagar as suas dívidas aos mesmos bancos e pagar aos empregados, ao Estado e aos fornecedores”, alvitrou, referindo que há muitas possibilidades em termos de apoio às empresas, com particular atenção para aquelas mais frágeis e essenciais para o “bom funcionamento” do País, isto é, as micro e pequenas empresas.

Esperançado na retoma do turismo, a Cabo Verde Empresas faz um apelo no sentido de juntos, o Governo, as Finanças e empresas, encontrarem as “melhores soluções” para ajudar os empresários a recuperar a economia do País.

“São as empresas que criam a riqueza económica e social do País. É preciso apostar no futuro das nossas empresas”, finalizou.

SC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos