Empresa de logística para apoiar agricultores está orçada em 30 milhões de euros – DGASP

Cidade da Praia, 21 Nov (Inforpress) – Cabo Verde está à procura de financiamento para a criação de uma empresa de logística para apoiar os agricultores, cujo projecto ronda os 30 milhões de euros, disse hoje o director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária.

José Teixeira reiterou este desiderato do Governo em declarações aos jornalistas à margem do workshop “Controlo de Resíduos de Pesticidas em Europa e Cabo Verde”, justificando que Cabo Verde quer conquistar pelo menos 30 por cento (%) dos 60 milhões de euros (6,6 milhões de contos) que é gasto na importação de produtos para os hotéis.

Conseguir esse objectivo, na óptica de José Teixeira, seria um trabalho “muito árduo” que começaria pela produção em termos quantitativos e contínuo dos produtos agrícolas e ao mesmo tempo ver a questão da qualidade.

“Começaria a falar da criação de uma grande empresa de logística para poder organizar os agricultores”, acrescentou, explicando que 99% da agricultura praticada no arquipélago é familiar, o que, defendeu, “não é um problema”. “O problema são as parcelas fraccionadas”, indicou o responsável.

“Temos que agrupar os agricultores para podermos ganhar escala e poder planificar a produção, porque se cada qual começar a produzir, individualmente, o que bem entender e não houver uma informação de mercado (qual é o melhor produto para poder completar a quantidade requerida pelo mercado), então ficaria difícil”, alertou.

De acordo com José Teixeira, a Direcção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária está a trabalhar em termos de organização de agricultores, mas a maior aposta é na criação desta grande empresa de logística com vários centros de serviços espalhados pelos diferentes pontos do país, estrategicamente, de acordo com a potencialidade de produção de cada concelho ou ilha.

“O projecto está bem montado e custa cerca de 30 milhões de euros. Estamos à procura do financiamento para podermos ter a concretização dessa empresa de logística”, fez saber.

Esta empresa não seria do Estado porque, advogou a mesma fonte, “isso nunca iria funcionar”, mas poderia ser, numa primeira fase, uma parceria público-privada para, posteriormente, ser uma empresa privada para poder apoiar os agricultores, alugando equipamentos, fornecendo assistência técnica, recolhendo os produtos, comercializando e fazendo contratos com os hotéis.

ZS/CP

Inforpress/Fim

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