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Empresa Caboplast quer reciclar todo o tipo de plástico desperdiçado em Cabo Verde

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – O director-geral da Caboplast disse hoje que a empresa criou um projecto que prevê a reciclagem de plásticos desperdiçados em Cabo Verde e a redução da entrada deste material no país, visando contribuir na melhoria e preservação do ambiente.

Chady Hojeige fez estas afirmações à imprensa, momentos antes de receber o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que esta manhã efectuou uma visita à empresa Caboplast, na Cidade da Praia, para se inteirar do projecto de reciclagem de plásticos “Nu ta recicla” (Nós reciclamos).

De acordo com este responsável, a Caboplast actua no mercado cabo-verdiano há mais de 20 anos e há cerca de 10 anos que faz a reciclagem de todo o desperdício interno de plásticos produzidos pela empresa, acrescentando que já iniciaram com o processo e recolhas nas empresas existentes no país.

Segundo o director geral, até este momento a empresa vinha fazendo a reciclagem de plásticos polietileno, tendo referido que irão, através do referido projecto, apostar na reciclagem de vários tipos de plásticos desperdiçados no ambiente em todo o território nacional.

“Temos um projecto de reciclagem baseado na recolha de plásticos desperdiçados depois de uso doméstico, industrial e comercial. Então, estamos a iniciar um processo de reciclagem que já está em funcionamento. Temos a capacidade instalada de até 60 toneladas de reciclagem mensal e estamos a adquirir outros equipamentos para podermos reciclar todo o tipo de plástico”, explicou.

A ideia de reciclar os plásticos desperdiçados, realçou, surgiu após a empresa tomar a consciência de que os plásticos, como qualquer outro produto mal utilizado, são nefastos para o ambiente, e de constatado a necessidade de se apostar na sensibilização da população sobre os malefícios deste material no meio ambiente.

“O objectivo também é reduzir a entrada no país de mais matéria-prima, porque uma reciclagem bem-feita localmente gera uma rotatividade interna, reduz a entrada de mais plásticos. Então este é um sistema circular que queremos desenvolver em Cabo Verde”, afirmou.

Informou, por outro lado, que a empresa prevê assinar nos próximos tempos protocolos com algumas empresas e escolas, tendo realçado que após uma recolha considerável de plásticos utilizados os parceiros entregam todo o material à Caboplast, que, por sua vez, dará seguimento ao processo de reciclagem.

“Uma parte dos plásticos mais limpos são reintroduzidos no nosso sistema de produção. Há certos produtos, como sacos de lixo, que podem levar mais de 50% de composição ou reciclagem. Os plásticos mais sujos serão reciclados e transformados em placas similares a chapas de madeira, as de plásticos que podem ter utilidades diferentes”, asseverou.

Apontou, no entanto, a necessidade de mais parcerias para que o projecto seja efectivado em todas as ilhas, tendo considerado as câmaras municipais um importante parceiro na recolha de plásticos através dos aterros sanitários.

CM/JMV
Inforpress/Fim.

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