Empresa Águas de Santiago vai ser reestruturada para garantir a sua sustentabilidade -accionistas

 

Assomada, 24 Nov (Inforpress) – A Empresa Pública Intermunicipal Águas de Santiago (AdS) vai ser reestruturada para garantir a sua sustentabilidade, sendo necessário, no domínio da água para toda a ilha, um investimento de 1,5 milhões de contos com recurso à banca.

O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, o edil santacatarinense, José Alves Fernandes, durante uma conferência de imprensa dada hoje na cidade de Assomada, sobre a situação da AdS e esclarecimentos sobre notícias veiculadas na comunicação social relativas à empresa que dão conta de uma auditoria que alegadamente detectou um rombo de 40 mil contos.

“A verdade é que, volvidos esses dois anos de funcionamento da empresa, constatamos que existem dificuldades, nomeadamente défice no abastecimento e dívidas para com os fornecedores. Desde logo, nós – os accionistas – estamos a trabalhar num quadro de compromisso visando a resolução dos problemas pelos quais passa a empresa”, esclareceu.

Acompanhado dos autarcas de Santa Cruz, Carlos Silva e Ângelo Vaz de São Salvador do Mundo e mais dois representantes de outros concelhos, fez saber que a empresa AdS é uma sociedade criada pelos nove municípios da ilha de Santiago, com o apoio do Governo e dos parceiros internacionais, especialmente o governo norte-americano através do MCA II Compacto.

Ajuntou ainda que a criação da empresa com sede em Assomada, Santa Catarina, visou a resolução dos problemas estruturantes da ilha em matéria do abastecimento de água.

Nesse sentido, adiantou que estão a redefinir um quadro, uma baliza para o bom funcionamento da empresa, apostar na regularização da dívida, aumentando e alargando a base de cobrança.

Adequar o modelo de negócio da empresa, que passa pela terciarização de serviços, bem como focalizar e dar “especial atenção” aos grandes clientes e ainda ampliar o sistema de cobrança são algumas das medidas da reestruturação.

No concernente à notícia veiculada por um jornal da praça, que da conta de uma auditoria realizada à empresa, a mesma fonte confirmou que a mesma aconteceu, mas no entanto, fez saber que o relatório “não da consta do rombo de 40 mil contos”.

“Nós, os donos da empresa, estamos a tratar o assunto com serenidade, porque a água é um bem precioso, sendo preciso garanti-lo a todas as famílias em quantidade e qualidade, mas sobretudo para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento da ilha, porque as empresas e serviços que pretendem investir em Santiago olham primeiramente pela regularidade e disponibilidade do abastecimento”, sublinhou José Alves Fernandes.

No concernente à auditoria, José Alves Fernandes disse que os accionistas farão a sua apreciação e tomarão as medidas que lhes competem, sendo certo de que outras instâncias farão o seu papel nos termos da lei.

Questionado se o conselho da administração da empresa foi demitido, limitou-se apenas em dizer que a mesma faz parte do processo da reestruturação.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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