Empresa Águas e Energias do Maio prevê aumentar capacidade de produção e diminuir custos com energia

Porto Inglês, 22 Fev (Inforpress) – A Empresa Águas e Energias do Maio prevê aumentar “brevemente” a sua capacidade de produção com a instalação de uma nova unidade de produção e ao mesmo tempo diminuir os custos com energia com introdução de parque fotovoltaico.

Em declarações à Inforpress, o administrador da empresa Águas e Energias do Maio, Francisco Contina Inês, assegurou que um dos grandes objectivos daquela instituição é dar “combate” à perda de água nas redes, que é ainda bastante “alto” e que ronda os cerca de 50 por cento (%), por causa de problemas na rede e nos reservatórios.

Para além disso, apontou também a perda comercial, que, segundo realçou, tem que ver com atrasos no pagamento das facturas por parte dos clientes, aliás lembrou que cerca de 90% dos clientes da empresa são de consumo doméstico, que ronda dois mil e tal, por esta razão admitiu que a tarifa do preço da água praticado na ilha é a mais cara do país.

Justificou esta tarifa, por um lado, devido ao número de clientes actual ser na sua maioria doméstico, tendo em conta que a ilha possui ainda poucos empreendimentos turísticos e neste momento a maioria ainda está encerrada. Por outro lado, apontou o custo, que considera ser elevado, do consumo de energia, que mensalmente custa aos cofres da empresa cerca de dois mil e tal contos.

Para sanar todos estes problemas, a empresa, segundo o seu administrador, já delineou um conjunto de acções começando pela aquisição e instalação o mais tardar até Julho do corrente ano de uma nova unidade de produção com capacidade de 720 metros cúbicos diários. Para tal, vai ser também instalado um parque fotovoltáico que vai alimentar todo o sistema de produção, cujos trabalhos da construção de base já estão na recta final.

Segundo afiançou, todos os investimentos que vão ser executados nos próximos meses, foram graças ao financiamento conseguidos no quadro da parceria entre Cabo Verde e Luxemburgo, concretamente no programa Lux Dev, que contemplou a empresa com cento e tal mil contos, que abarcou tanto a consultoria técnica, formação bem como nova unidade de produção, novos contadores e entre outros equipamentos.

A empresa Águas e Energias do Maio, cujos accionistas são a Câmara Municipal do Maio com 51 por cento e a Sociedade de Desenvolvimento das Ilhas de Boavista e Maio com os restantes 49 por centos, iniciou as suas funções há cerca de um ano.

Na opinião de Francisco Inês, conseguiu alguns ganhos para os seus colaboradores tanto a nível de formação, bem como na melhoria salarial, na mobilidade apesar da empresa ainda não atingir o seu óptimo.

Para a mesma fonte, a produção de água na ilha ainda não é rentável, mas com todos os investimentos que estão em carteira, almejam a partir do próximo ano conseguir alguma melhoria com a diminuição dos custos de energia em cerca de 65% e com isso melhorar a situação salarial dos trabalhadores e possivelmente fornecer água a um preço um pouco abaixo do que é praticado actualmente.

Francisco Inês considerou, por outro lado, que com estes investimentos a empresa vai estar em condições de respeitar o novo plano tarifário proposto pela ARME (Agência de Regulação Multissectorial da Economia), que possivelmente vai entrar em vigor este ano ou o mais tardar até 2022.

De referir que, neste momento, a empresa tem a capacidade de produzir cerca 800 metros cúbicos/dia, sendo 600 na central de Ponta Preta, mais 100 na localidade de Pedro Vaz e os restantes 100 em Ribeira Don João. Assim sendo, ressaltou que com o novo bastidor de produção vão ser reparados os existentes e com isso estarem preparados para darem resposta à demanda que poderá vir a existir com o tão almejado desenvolvimento turístico da ilha.

WN/ZS

Inforpress/Fim

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