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Empresa Águas e Energia do Maio vai entrar em funcionamento daqui a três meses – edil

Porto Inglês, 18 Mar   (Inforpress) – A Assembleia Municipal do Maio aprovou apenas com votos a favor da bancada do MpD, a  extinção do Serviço Autónomo de Água e Saneamento, para dar lugar a nova empresa”Águas e Energias do Maio.

Durante a aprovação deste diploma, a bancada da oposição abandonou a sala, argumentando na pessoa do seu representante António Ramos de  que não dispunham de documentos e de informações necessárias para analisar e dar o seu parecer referente ao assunto em apreço naquele momento.

Por seu lado, a  câmara manifestou que  a aprovação da extinção do SAAS era uma “necessidade urgente” para dar lugar a uma nova empresa, a Águas e Energias do Maio, de modo a que esta pudesse vir a gerir o fornecimento da água na ilha, assim como fazer os investimentos que são necessários para garantir tanto a quantidade como a qualidade que se pretende alcançar.

Conforme avançou o presidente da Câmara Municipal do Maio, Miguel Rosa, a empresa Água e Energias do Maio vai passar a contar com a participação no capital social de 51 por cento (%) da Sociedade de Desenvolvimento Turística das Ilhas de Boavista e Maio e com os restantes 49% da Câmara Municipal, do Maio, pelo que neste momento  já estão a negociar com  parceiros no sentido de angariarem os 30 mil contos que são necessários para se investir, de modo a melhorar o serviço.

Segundo aquele autarca, depois dos investimentos feitos, no quadro do projecto WASH, foi apresentado um relatório no qual foi informado a edilidade de que “precisaria de mais de 30 mil contos para optimizar a produção, a distribuição e toda a questão da prestação deste serviço”, frisou.

Para tal, afiançou, só podiam conseguir o tal financiamento junto do  parceiro já identificado e que já manifestou estar disponível em financiar a nova empresa, mas para tal lembrou que era necessário extinguir o Serviço Autónomo de Água e Saneamento, o que veio acontecer com a aprovação da Assembleia Municipal do Maio.

“Vamos ter três meses de transição e estamos em querer que a nova empresa vai estar a funcionar a partir de 01 de Junho”, salientou Miguel Rosa, garantindo que todos os trabalhadores do SAAS vão transitar para a nova empresa e que os seus direitos “estão salvaguardados”.

A extinção não contou com os votos da bancada de OIAM, que inclusivamente teve que abandonar a sessão no momento da votação.

O líder da oposição na assembleia municipal, António Ramos, justificou esta atitude com o argumento de que foi pedida à câmara atempadamente um conjunto de  dados para que pudesse analisar a transição, mas que “durante todo este tempo a edilidade não facultou estes documentos”, daí “deixar bem claro que não iria participar” na votação.

Ramos considerou ainda de “fraco” o desempenho da autarquia maiense, que “não tem conseguido realizar as tais obras que tivera prometido” aos maienses, como a conclusão do estádio municipal e campos de treino relvados na vilas de Calheta e Barreiro.

“Este plano de actividade espelha a incompetência desta câmara municipal, que promete obras e até finge iniciar as obras para enganar a população, que não vê nem o andamento quanto mais conclusão das mesmas, pelo que avaliamos de forma negativa do desempenho desta equipa camarário, que não tem conseguido se quer garantir o bem essencial que é a água, nem em quantidade, nem qualidade”, conclui.

WN/AA

Inforpress/Fim

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