Embaixadores Urbanos da Boa Vontade em Cabo Verde prometem ajudar na melhoria das condições de vida da população

 

Cidade da Praia, 02 Out (Inforpress) – Os embaixadores Urbanos da Boa Vontade em Cabo Verde prometeram hoje ajudar o país na melhoria da qualidade de vida da sua população, reconhecendo que “existe muito que fazer” para se ter cidades sustentáveis e seguras.

Os 40 embaixadores Urbanos da Boa Vontade em Cabo Verde, entre artistas, músicos, desportistas, activistas sociais e comunitários, especialistas urbanos, jornalistas, estudantes, comerciantes, peixeiras, empresários e pesquisadores, que residem tanto dentro como fora do país, nomeadamente Portugal, França e Estados Unidos da América (EUA), foram hoje apresentados na Cidade da Praia, pela ONU-Habitat, neste Dia Mundial do Habitat, 02 de Outubro.

Durante um ano e voluntariamente, vão emprestar a sua imagem em acções de cidadania urbana junto das populações e serem representantes da ONU-Habitat no dia-a-dia nas suas comunidades e nos seus bairros, na defesa e implementação da Nova Agenda Urbana no país, transmitindo mensagens de cidades mais resilientes, mais sustentáveis, mais inclusivas e mais seguras.

“Consideramos que a urbanização é irreversível e que todos fazem parte da cidade, é importante que organizações internacionais, neste caso a ONU-Habitat ter vozes activas na comunidade para colaborar com passagem de mensagens de sensibilização”, considerou a coordenadora da ONU-Habitat em Cabo Verde, Janice da Silva.

“A ideia é fazer parte desta causa para tentar sensibilizar as pessoas na minha comunidade para ver se temos um habitat melhor, porque muitas vezes, as coisas acontecem e queremos ajudar, mas não temos meios para tal”, disse o embaixador Bigzi Patronato, que como músico, vai tentar ajudar a comunidade de Vila Nova/Ponta d’Água, Cidade da Praia, utilizando a sua música.

O artista quer “resgatar um pouco da dignidade” das pessoas e amor ao próximo, fazer com que a sua comunidade fique mais unida, uma opinião também partilhada pelo embaixador e professor de capoeira e activista cultural, Kwame Gamal Monteiro, do bairro de Achada Santo António.

“O bairro hoje não tem uma placa desportiva e com todos os problemas que traz por ser o mais populoso de Cabo Verde, com jovens sem espaço de lazer, por isso, o meu objectivo é sensibilizar autoridades para terem mais cuidado e colocarem mesmo na legislação que em toda a expansão urbana deve haver regras”, afirmou, notando que para ser inclusiva, uma cidade deve ter espaço para essa inclusão.

Por sua vez, a embaixadora Anabela Semedo, activista social do bairro de Castelão, acredita que com o apoio da ONU-Habitat vai conseguir melhorar a sua comunidade, referindo que para cada problema vai tentar, com o apoio da organização, resolvê-lo, nomeadamente rede eléctrica, casas-de-banho, reabilitação das habitações, água canalizada, entre outros.

Os embaixadores da Boa Vontade de Cabo Verde vão cumprir com os princípios da ONU-Habitat e trabalhar, cada um na sua área, em parceria com a organização e instituições do país, para a realização do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que visa tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis à luz da Nova Agenda Urbana.

O Dia Mundial da Habitação é assinalado na primeira segunda-feira de Outubro, com o objectivo de reflectir sobre o estado das cidades e sobre o direito básico de todos à habitação, assim como lembrar ao mundo que todos têm o poder e a responsabilidade de moldar o futuro das cidades.

A data foi estabelecida em 1985 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e foi celebrada pela primeira vez em 1986, sendo que este ano tem como tema “Políticas de Habitação-Moradias Acessíveis”, visando colocar a habitação no centro das políticas de desenvolvimento dos países.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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