Embaixadora dos EUA diz que África poderá aumentar sua capacidade de produção de alimentos com a crise

Cidade da Praia, 07 Ago (Inforpress) – A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas afirmou hoje que ninguém e nenhum país está imune ao impacto da guerra da Rússia na Ucrânia e que esta crise poderá ser uma oportunidade para a África ter maior capacidade de produção de alimentos.

Linda Thomas-Greenfield fez estas afirmações durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, de Cabo Verde, Rui Figueiredo Soares, após um encontro com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, na Cidade da Praia.

Conforme adiantou, fez nos últimos dias uma visita a três países africanos, onde teve a oportunidade de se reunir com os chefes de Estado e de Governo do Uganda, do Gana e de Cabo Verde, com a insegurança alimentar e a guerra na Ucrânia na agenda.

O principal propósito desta deslocação africana é o de abordar a crise global de insegurança alimentar conjugada com a drástica alta de preços dos combustíveis, derivada da guerra na Ucrânia, ainda o impacto muito severo da pandemia covid-19  e das alterações climáticas, sobretudo no continente africano.

Durante a reunião com o primeiro-ministro, adiantou, abordaram questões relacionadas com a crise de segurança alimentar, lembrando que 10% da população cabo-verdiana enfrentam problemas de segurança alimentar.

A diplomata garantiu que os EUA estão a tentar liderar a resposta à crise alimentar, apoiando a ONU, salientando que esta crise poderá, entretanto, ser uma oportunidade para África se tornar menos dependente e ter maior capacidade de produção de alimentos.

“Os Estados Unidos estão aqui para ajudar o mundo a enfrentar as crises, principalmente os países, criando oportunidades para que os países africanos sejam cada vez mais independentes”, asseverou.

Frisou ainda que Cabo Verde como um dos países insulares tem sofrido as consequências da guerra na Ucrânia, tendo afiançado que os EUA continuarão a apoiar o arquipélago.

Por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, destacou as relações entre Cabo Verde e EUA realçando que o Governo fará de tudo para honrar os compromissos assumidos e continuar a aprofundar esta relação especial com os EUA.

De acordo com o governante, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas pretende com esta visita recolher junto dos interlocutores nos países por onde passou, subsídios que possam ajudar os EUA a melhor colaborar na mitigação das crises.

“O encontro realizado com o primeiro-ministro representou uma oportunidade de reafirmar que Cabo Verde deseja intensificar e aprofundar as relações bilaterais com os EUA, parceiro importante do país atendendo a nossa localização geográfica e a conjugação da nova parceria especial com a União Europeia, pertença a CEDEAO e continente africano que, recentemente, introduziu uma zona livre de comércio”, declarou.

“Durante o encontro pudemos abordar essas importantes questões e ainda a segunda Cimeira EUA – África, que vai ter lugar no próximo mês de Dezembro. A problemática das mudanças climáticas e dos mares e oceanos foi igualmente tema da nossa conversa, sobretudo após a recente realização da conferência das Nações Unidas sobre oceanos em Lisboa”, acrescentou.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana disse, por outro lado, que Cabo Verde quer assumir um papel de liderança a nível dos e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) e congratula-se em apresentar as experiências bem sucedidas com o Campus do Mar.

CM/CP

Inforpress/Fim

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