Embaixador em Cabo Verde diz-se “honrado” por servir EUA num país com “tradições democráticas fortes”

Cidade da Praia, 19 Jan (Inforpress) – O embaixador dos EUA na Praia, Jeff Daigle, disse hoje sentir-se “honrado” por servir o seu país num Estado com “tradições democráticas fortes”, referindo-se a Cabo Verde.

“Aplaudo a imprensa livre de Cabo Verde por destemidamente buscar e divulgar a verdade”, lê-se numa declaração divulgada esta terça-feira, véspera da tomada de posse  de Joseph R. Biden, Jr., como o 46º Presidente dos Estados Unidos da América.

Para Jeff Daigle, Joe Biden vai tomar posse num ambiente de “pompa e circunstância” que, afirmou,  constitui uma tradição consagrada pelo tempo para a nação norte-americana e um “testemunho da perenidade da democracia” nos EUA.

O representante de Washington na Praia considera que o ataque ao Capitólio dos EUA durante a contagem dos votos do Colégio Eleitoral foi “profundamente perturbador”, realçando a “resiliência e dedicação” demonstradas pelos representantes eleitos, que, conforme as suas palavras, voltaram ao Capitólio poucas horas depois para confirmar os resultados da eleição e garantir que a vontade do povo americano fosse respeitada.

“Admiro igualmente o povo de Cabo Verde por construir e nutrir uma democracia vibrante que serve como um exemplo brilhante para todos quantos prezam a independência e a liberdade em todo o mundo”, apontou Jeff Daigle.

Prometeu, por outro lado,  apoiar os “esforços contínuos” de Cabo Verde para a construção de uma “democracia cada vez mais forte e uma sociedade mais justa”.

Conforme anunciou hoje a Lusa, Joe Biden, chega quarta-feira à Casa Branca com uma ambiciosa agenda de reformas, que iniciará através de decretos presidenciais, para apressar a sua aplicação.

Joe Biden, escreve a Lusa, está preocupado com a possibilidade de o Congresso atrasar a aprovação de algumas das suas propostas políticas, devido aos atrasos provocados pelo processo de destituição do Presidente cessante, Donald Trump, que vai ser julgado no Senado por acusações de “incitação à insurreição”, no episódio do ataque ao Capitólio.

O regresso dos Estados Unidos ao Acordo de Paris foi uma das bandeiras de campanha de Biden e está agora na lista de prioridades para os primeiros dias de mandato do Presidente democrata, depois de Trump ter abandonado este tratado climático, em 2017.

Biden também se comprometeu a cancelar, logo nos primeiros dias, o emblemático decreto de migrações, que proíbe a entrada em território norte-americano de pessoas de diversos países de maioria muçulmana, que o Presidente democrata considera ser uma medida islamofóbica.

Também esta semana, vários senadores democratas apelaram a Biden para revogar os acordos migratórios assinados por Trump, com países da América Central (El Salvador, Guatemala e Honduras), em 2019, para conter a migração ilegal.

Joe Biden também quer acelerar a campanha de vacinação contra a covid-19 em massa dos norte-americanos, no momento em que o país continua a bater recordes de mortes diárias devido à pandemia, ultrapassando a marca de 400.000 mortes, logo que o novo Governo entre em funções.

LC/CP

Inforpress/Fim

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