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Embaixador dos Estados Unidos  diz que o 11 de Setembro foi  “uma tragédia”  

Cidade da Praia, 11 Set (Inforpress) –  O embaixador dos EUA disse hoje que o 11 de Setembro, dia dos ataques terroristas no seu país, foi “uma tragédia” e, passados 20 anos, os americanos ainda lamentam a perda  de cerca de 3.000 vidas.

“Passados 20 anos, ainda lamentámos a perda das quase 3.000 vidas que foram ceifadas de forma tão violenta”, afirmou  Jeff Daigle, em declaração à Inforpress, para assinalar o acontecimento do 11 de Setembro.

Na altura, o representante dos Estados Unidos da América na Cidade da Praia encontrava-se a trabalhar em Nova Iorque na Missão dos EUA nas Nações Unidas, aonde tinha chegado dois dias antes.

“Ainda me lembro vividamente do sentimento comum de perda, dor e raiva no rescaldo dos ataques, não só entre americanos, mas também entre os meus colegas internacionais na ONU”, sublinhou o diplomata Jeff  Daigle.

Para ele, é importante recordar que mais de 90 países perderam cidadãos durante os ataques, pelo que os americanos se sentiram “profundamente confortados com as acções que Cabo Verde e muitos outros países tomaram para mostrar o seu apoio e solidariedade para com os Estados Unidos, e para prestar homenagem a todos os falecidos”.

Em solidariedade com o povo norte-americano, o Governo de então, liderado por José Maria Neves, decretou dois dias de luto nacional.

Durante esse período, a bandeira esteve a meia haste em todos os edifícios públicos e representações diplomáticas do País no exterior. Os locais de diversão foram, igualmente, fechados.

O então chefe do Governo, numa medida inédita, convocou o Conselho de Segurança cabo-verdiano, que decidiu reforçar a vigilância nos locais considerados de maior perigo, nomeadamente instituições diplomáticas, portos e aeroportos do País.

Por sua vez, o antigo Presidente da República, Pedro Pires, também manifestara a sua solidariedade para com os norte-americanos. Na mensagem enviada ao seu homólogo Georges W. Bush, manifestou-se “profundamente chocado” com o acontecido.

“As pessoas que pereceram nas Torres Gémeas, no Pentágono, e em Shanksville, incluindo os heróicos socorristas que deram as suas vidas para ajudar outros, deixaram para trás entes queridos e comunidades que nunca mais foram os mesmos”, admitiu o embaixador Jeff  Daigle, que lamentou “tudo o que se perdeu naquele terrível dia”. 

Instado a avaliar a cooperação entre Cabo Verde e os Estados Unidos, país que  abriga a maior diáspora cabo-verdiana,  Jeff  Daigle respondeu nesses termos: “Acredito sinceramente que a cooperação entre os Estados Unidos e Cabo Verde nunca foi tão forte. Isto foi exemplificado pelo diálogo de parceria que as nossas duas nações realizaram em Março – o primeiro diálogo bilateral que os Estados Unidos tinham tido com qualquer país desde o início da pandemia da covid-19”.

“As conversas centraram-se nas muitas formas como estamos a trabalhar em conjunto para reforçar os laços comerciais e económicos, expandir as parcerias educativas, e melhorar ainda mais a cooperação estratégica de defesa e segurança entre os nossos dois países”, indicou, acrescentando que, recentemente, foi concluída a compra do terreno para a nova Embaixada dos EUA, na Cidade da Praia.

Segundo ele, as negociações para a aquisição do referido terreno foram “complexas”  e levaram cerca de dez anos a concluir.

“Esperamos investir mais de 430 milhões de dólares na construção da nossa nova embaixada, pelo que, dado este investimento significativo na nossa relação bilateral, pode ter a certeza de que os Estados Unidos estão a procurar aprofundar e alargar ainda mais a nossa cooperação”, sublinhou o diplomata.

O 11 de Setembro de 2001 ficou conhecido como “o dia que abalou o mundo”.

Ao todo foram 19 terroristas que na manhã do dia 11 de Setembro sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros.

Os terroristas colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gémeas do WTC, matando todos que se encontravam a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios.

Duas horas depois, ambos os edifícios desmoronaram atingindo prédios vizinhos. O terceiro avião colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C.

O quarto avião caiu num campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controlo da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direcção da capital norte-americana.

Na ocasião, numa comunicação ao país, Georges W. Bush reiterou que a América permanecia “unida e determinada” na luta contra o terrorismo.

“O nosso país é forte e todos estamos mobilizados para combater estes actos”, que não afectarão “a base da nossa nação nem a nossa determinação”, admitira o Presidente dos EUA.

LC/AA

Inforpress/Fim

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