Embaixador da Guiné-Bissau reconhece que houve “erros de palmatória” no recenseamento em Cabo Verde

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – O embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, M’Bala Alfredo Fernandes, reconheceu que houve erros de palmatória no recenseamento dos guineenses no arquipélago, apesar dos esforços da embaixada.

“Nós fizemos de tudo para que os nossos irmãos em Cabo Verde pudessem recensear-se, principalmente nas ilhas mais adjacentes de Cabo Verde como Boa Vista e Sal. Infelizmente, não conseguimos atingir esse objectivo. Não conseguimos atingir o objectivo na Boa Vista e não conseguimos registar ninguém na ilha do Sal”, revelou o embaixador que falava durante o encontro com os cidadãos da Guiné-Bissau com o presidente da Assembleias Nacional.

O objectivo, segundo o diplomata, era recensear o maior número possível de guineenses para que assim pudessem aferir a quantidade de patrícios que vivem em Cabo Verde, porque as bases estatísticas que existem na embaixada são bastante díspares.

“O recenseamento era um momento histórico para sabermos quem está legalizado, quem tem cartão consular e para sabermos quantos somos em Cabo Verde. Mas, infelizmente não conseguimos, não por falta de vontade de embaixada”, afirmou.

No mês de Novembro, devido a constrangimentos na aquisição de kits, que levaram ao atraso no arranque do processo, a Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde prolongou a data do recenseamento eleitoral até o dia 20.  Na altura M´balá Alfredo Fernandes dizia que a expectativa era conseguir alcançar os 4.786 eleitores recenseados, tal como em 2014.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau deveriam ser realizadas a 18 de Novembro de 2018, mas dificuldades técnicas e financeiras obrigaram ao adiamento do recenseamento eleitoral. Agora deverão acontecer no dia 10 de Março de 2019, segundo decreto emitido pelo Presidente da República, José Mário Vaz.

A Guiné-Bissau tem 49 partidos políticos legalizados, mas o Supremo Tribunal de Justiça guineense, que tem as competências de tribunal constitucional e eleitoral, já recebeu 24 candidaturas de partidos políticos que querem participar nas eleições. Aquele órgão judicial tem até 25 de Janeiro para publicar as listas definitivas admitidas para concorrer nas eleições.

CD/ZS

Inforpress/Fim

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