Embaixador da França promete reflectir como o seu país poderá contribuir para o desenvolvimento do CENORF

Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – O embaixador da França em Cabo Verde, Olivier Serot Latour, prometeu hoje reflectir sobre como o seu país poderá continuar a contribuir para o desenvolvimento do CENORF, acompanhando o médico, a administração e os doentes.

A intenção foi manifestada à imprensa pelo embaixador francês durante uma visita que efectuou esta manhã ao Centro Nacional de Ortopedia e Reabilitação (CENORF), em Achada São Filipe, para se inteirar do funcionamento das actividades desenvolvidas e das dificuldades por que passa a instituição.

“A França esteve presente no trabalho desenvolvido neste centro, através do ‘handicap internacional’, que contribuiu com a disponibilização do material para a evolução da instituição”, disse Olivier Serot Latour que considerou tratar-se de um tema em que o seu país esteve sempre presente e prometeu “reflectir sobre como a França poderá continuar presente no projecto acompanhando o médico, a administração e o doente”.

Ainda em declarações à imprensa, Olivier Serot Latour, que considerou “importante” o trabalho que vem sendo desempenhado pelo CENORF, manifestou-se impressionado com o trabalho de equipa que constatou e da ajuda que se dá ao doente.

O presidente da Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD) e da Federação das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), António Melo, adiantou que esta visita se enquadra nas actividades de comemoração dos 15 anos do centro que trabalha para promover a inclusão social dos deficientes no país.

“Estamos a chamar entidades governamentais, câmaras municipais e representações diplomáticas no sentido de dar a conhecer o trabalho que realizamos, a fim de conseguirmos mais parceiros para dar respostas e poder ultrapassar as dificuldades por que passamos”, acrescentou.

António Melo, que avançou que o CENORF tem vindo a trabalhar com metade do seu orçamento, que roda os 16 mil contos por ano, mas que a ajuda do Governo só cobre a metade desse orçamento, sublinhou que com este valor o resultado do trabalho nunca será o “esperado”.

Quanto às próteses, asseverou que o centro depara com vários problemas, visto que o material para fabrico e reparação de próteses tem de ser comprado na Suíça ou em França.

“Precisamos de capital para investir e poder ter material que nos dê uma certa garantia. Hoje existem novos materiais orto protésicos que dão maior vida útil à prótese, mas é muito mais caro e por vivermos num meio onde a população é pobre é difícil investir”, disse.

Segundo disse, uma prótese fabricada com componentes mais baratos no mercado custa à volta de 175 mil escudos enquanto com materiais mais caros e que dê mais garantia custa à volta de 350 mil escudos.

Após apontar alguns dos problemas que condicionam o trabalho do centro, aquele responsável realçou que está previsto, nos próximos tempos, a reabilitação do chão do CENORF a ser financiado pela Direcção de Solidariedade Social de Portugal.

E porque a ACD tem outros sonhos para os próximos tempos, a intenção, explicou António Melo, é alargar o espaço num terreno já concedido pela câmara municipal para criar uma nova área para alargar o projecto “Lume Arte”.

A par disso, explicou que a prioridade da CENORF, em termos de realizações, vai ser o projecto CENORF Móvel, pois, com este serviço poderão atender famílias no interior de Santiago que não poderão deslocar-se à cidade da Praia.

O Centro Nacional de Ortopedia e Reabilitação é uma estrutura vocacionada para o fabrico e a reparação de próteses, e prestação de serviços de ortopedia e reabilitação física, para além da sua vocação social que o permite atender gratuitamente ou a baixo custo, os deficientes mais vulneráveis.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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