Embaixada dos Estados Unidos entrega certificados a 22 jovens da Várzea

Cidade da Praia, 01 Mar(Inforpress) – A Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Marissa Scott, entregou hoje 22 certificados a jovens da Várzea, que concluíram uma formação em técnicas de processamento e secagem de ervas aromáticas e medicinais, organizada pela associação Black Panthers.

Esta formação em técnicas de produção de Bio-pesticidas, utilizando folhas do Neem, aconteceu graças a um projecto elaborado pela associação Black Panthers e teve o financiamento da Embaixada dos Estados Unidos, em 800 contos, no quadro dos pequenos projectos de auto-ajuda.

Segundo Marissa Scott, a política norte americana é ajudar as pessoas, seja através da formação, seja através do ensino, a criar possibilidades para depois continuar a autosustentar-se, ou seja, ensinar a pescar.

“É um fundo que se destina a ajudar organizações, pode ser em pequena escala, mas é efectivamente para ajudar com intervenções que ajudem a comunidade e que sirvam a comunidade. Contudo, nós estamos sempre disponíveis para receber aplicações ou solicitações para financiamentos deste género”, frisou Marisa Scott, anunciando que a embaixada tem ainda dois projectos em implementação em Santiago, dois em São Vicente e dois no Fogo.

Para além de capacitar os jovens para investimentos em negócios familiares, a formação habilitou os jovens também para a produção de um bio pesticida para uso agro-pecuário que pode ser usado no combate à praga da lagarta do cartucho-do-milho, que vem provocando danos nas culturas em Cabo Verde.

O presidente do Black Panthers, Alcides Amarante, justificou que escolheram esta área porque em Cabo Verde existem muitas pragas e a associação queria formar jovens para que estes pudessem dar o seu contributo.

“Ainda estamos na primeira fase, e vamos dar continuidade ao projecto. Estamos à procura de financiamento e eu creio que daqui há um ano teremos a nossa fábrica. Mas como eu disse, primeiramente temos que apostar na nossa vertente formativa”, destacou, realçando, por outro lado, que a associação tem 38 anos de existência e, por isso, estão “fortemente apostados” em ganhar a sustentabilidade e daí o foco na capacitação dos recursos humanos.

A porta-voz dos formandos, Simone Duarte, afirmou que a formação, para além das técnicas, possibilitou a troca e intercambio entre os beneficiários. Agora, ajuntou, com um campo mais vasto, está mais capacitada para empreender e tirar o seu próprio sustento.

“Aprendi muita coisa, principalmente, como fazer detergente para lavar loiça. Temos sempre costume de deitar fora o óleo de coisinha usado, então agora sabemos como é que podemos reutilizá-lo para fazer detergente com soda cáustica. Isso vai ajudar não só a nossa família, mas também para vendermos e ter mais dinheiro”, afiançou.

CD /JMV

Inforpress/Fim

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