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Em plena crise no Golfo, Trump pede fim do financiamento do terrorismo

 

Washington, 14 Jul (Inforpress) – O Presidente dos Estados Unidos falou hoje com o rei da Arábia Saudita sobre a crise diplomática que envolve vários países árabes e o Qatar e apelou ao fim do financiamento do terrorismo, acusação que Doha enfrenta.

A conversa telefónica entre Donald Trump e o rei saudita Salman bin Abdulaziz acontece no final de uma intensa semana de contactos diplomáticos na região do Golfo, onde o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, manteve encontros com as autoridades do Kuwait, Qatar e da Arábia Saudita.

O objectivo do chefe da diplomacia norte-americana era criar pontes de diálogo entre os vários intervenientes da actual crise, mas Tillerson não alcançou resultados concretos.

“Os dois líderes [Trump e o rei Salman] falaram sobre os recentes esforços diplomáticos para resolver o diferendo com o Qatar e salientou a importância de cumprir com os compromissos da cimeira de Riade” que o Presidente norte-americano liderou em meados de Maio quando visitou o território saudita, referiu a Casa Branca, num comunicado.

“Em particular, o Presidente enfatizou a necessidade de acabar com todo o financiamento do terrorismo e desacreditar a ideologia extremista”, acrescentou a mesma nota informativa.

A 05 de Junho, Arábia Saudita, Egipto, Emirados Árabes Unidos e Bahrein cortaram relações diplomáticas com o Qatar, que acusam de apoio ao terrorismo, e deram início a uma crise regional, já reconhecida como a mais grave desde a guerra do Golfo de 1991.

Os quatro países também impuseram a Doha sanções económicas, com Riade a encerrar a sua fronteira terrestre com o Qatar, a única do território qatari.

Posteriormente, numa lista de 13 pontos – apresentada ao Qatar pelo Kuwait – os países exigiram o encerramento da televisão Al-Jazira, de uma base militar da Turquia no Qatar e uma redução das ligações diplomáticas com o Irão (país de maioria xiita), o grande rival da sunita Arábia Saudita no Médio Oriente e um alvo de duras críticas por parte do Presidente norte-americano Donald Trump.

Ainda como condição para solucionar esta crise, os quatro países exigiram que Doha corte quaisquer contactos com a Irmandade Muçulmana e com grupos fundamentalistas islâmicos como o xiita Hezbollah, a Al-Qaida e o Estado Islâmico.

As autoridades de Doha, que rejeitam as acusações de apoio ao terrorismo, afirmaram que a lista de exigências apresentada era “irrealista e inadmissível”, bem como representava uma violação da soberania do Estado qatari.

Perante a resposta de Doha, os quatro países árabes ameaçaram avançar com novas sanções.

Os Estados Unidos, que têm no Qatar uma base militar estratégica na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e uma frota da marinha americana estacionada no Bahrein, têm importantes interesses económicos e políticos na região do Golfo, que garante um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

No entanto, a administração de Donald Trump tem lançado sinais contraditórios face à actual crise.

Se, no início da crise diplomática, o chefe de Estado norte-americano posicionou-se a favor dos quatros países que acusam o Qatar, e chegou a instar Doha a deixar de financiar o terrorismo e a voltar “à comunidade de nações responsáveis”, já o seu chefe da diplomacia tem adoptado uma estratégia de neutralidade.

Inforpress/Lusa

Fim

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