Em matéria de prevenção e segurança no trabalho falta pôr em prática o que está legislado – Responsável Grupo Oásis

Espargos, 22 Abr. (Inforpress) – A directora dos Recursos Humanos do Grupo Oásis em Cabo Verde, Tânia Lopes, considerou esta segunda-feira, na ilha do Sal, que em matéria de prevenção e segurança no trabalho “falta pôr em prática” o que está legislado.

Tânia Lopes fez estas considerações à margem da conferência, no âmbito da VIII Semana Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho, que vai decorrer na ilha até sexta-feira, 26.

Para a responsável, “é importante” sensibilizar não só as entidades empregadoras como também os trabalhadores para essa questão, já que a prevenção, disse, não é apenas da responsabilidade das empresas, mas também do engajamento dos próprios trabalhadores e cidadãos em geral, face aos riscos de acidentes que existem nos locais de trabalho, nomeadamente na indústria hoteleira.

“Isso passa por uma formação, informação, daquilo que são os riscos laborais. Conhecendo os riscos laborais, mais facilmente conseguimos preveni-los, alertar e sensibilizar os outros para os casos”, observou.

Sendo o Sal a ilha mais turística do país, com maior número de unidades hoteleiras, Tânia Lopes considera essa conferência de “extrema importância”, uma vez que vai permitir, reiterou, o debate sobre matérias relacionadas com a saúde, higiene e segurança no trabalho.

“Espero que a partir desta sessão de trabalho, debate, em que participam representantes das unidades hoteleiras, possamos começar a fazer um trabalho prático, porque a legislação já existe, mas falta, a meu ver, pôr as recomendações em prática, aquilo que está legislado”, alvitrou.

Citando alguns exemplos, Tânia Lopes aponta que a legislação cabo-verdiana, de acordo com o decreto-lei 55/99, prevê uma política de gestão da saúde no trabalho, consultas de admissão, consultas periódicas, mas que a “grande questão” que se coloca, denota, é se as empresas têm essa consciência e estão preparadas para pôr isso em prática.

“Na hotelaria, há muitos riscos, mas não são tão visíveis como em outros sectores, como o da construção civil, por exemplo. Na hotelaria, há doenças profissionais, a nível psicossocial, stress, assédio, violência no trabalho… são todos riscos que acontecem. São situações que têm que ser trabalhadas”, ponderou.

Entretanto, além destes, há outros riscos como lesões musco-esqueléticas, riscos ligados à parte de incêndios, substâncias perigosas, a qualidade da água, do ar, alergias, entre outros.

“São vários riscos e várias situações que temos enquanto entidade, enquanto trabalhador, de nos preocupar, e pensar no lema desta conferência que é: “Seja prudente. A sua família não o quer ausente”, enfatizou, concluindo.

O evento conta nesta reflexão e partilha de conhecimentos técnicos, a nível de boas práticas no que tange à prevenção dos acidentes de trabalho, com oradores nacionais e estrangeiros, nomeadamente de Portugal e Espanha.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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