Elementos da população maiense consideram “intolerável” falta de água nas torneiras e pedem pronunciamento da Câmara Municipal

Porto Inglês, 13 Mai (Inforpress) – Elementos da população maiense consideraram hoje “intolerável” o facto de estarem, há mais três meses, sem água nas torneiras e pedem um pronunciamento da Câmara Municipal, accionista maioritária da empresa.

A situação segundo algumas pessoas contactadas pela Inforpress, está a tornar-se cada vez mais “intolerável”, principalmente no meio rural, onde os moradores fazem a criação de gado e enfrentam dificuldades na obtenção da água necessária para darem de beber aos seus animais e, quando conseguem, é por um preço “muito elevado”.

A situação, disseram, agrava-se numa altura em que “o desemprego é um dos maiores constrangimentos e os bens da primeira necessidade já duplicaram de preço”.

Este descontentamento foi manifestado hoje à Inforpress, pela munícipe Maria Jesus Monteiro para quem esta situação já se tornou “intolerável, visto que se vem repetindo há mais de um ano e que veio a piorar nos últimos meses em que a população está sendo obrigada a comprar água auto-transportada e a um preço que considera ser bastante elevada para o poder de compra dos maienses que sequer estão a ter um dia de trabalho.

Continuou acrescentando que, “recentemente ouvimos na comunicação social por parte do presidente da Câmara que a situação viria a se normalizar com a chegada e colocação da referida peça, mas passado estes dias a situação ainda se mantém na mesma, quiçá pior, porque estamos a passar semanas sem uma gota de água nas torneiras e mesmo nos chafarizes”, sublinhando que “estão a esconder as pessoas o real problema.

“Ouvimos recentemente que a Câmara Municipal a pedir às pessoas para retirarem os animais da via pública, mas sem água como isso vai ser possível, perguntamos então se eles tem uma solução para isso, porque aqui na localidade de Morrinho já lá vai uma semana que as pessoas se deslocam ao chafariz na esperança de encontrar pelo menos uma bóia de água, mas até então nada”, comentou.

Por seu lado, Francisco dos Reis, que é também um criador de gado disse que, nos últimos tempos, a situação tem sido “péssimo e cada dia pior”, porque estão obrigados a comprar água nos carros que estão a prestar este serviço, o que tem vindo a encarecer a vida das pessoas.

Vicente Andrade Monteiro também corrobora da mesma opinião pedindo uma justificação, lembrando que o gestor da empresa tinha prometido que no final do mês de Abril a estação de produção de Pedro Vaz estaria a funcionar, mas até então nada foi feito neste sentido.

Sensibilizada com esta situação, a Associação INNA-Maio, disponibilizou uma certa quantidade de água aos moradores da localidade de Morrinho para minimizar esta situação, contou Nathaly Ribeiro, acrescentando que isso vem na sequência de um pedido de uma moradora, que lhes informaram que não tinha água em casa nem sequer para banhar o seu filho.

“Quando regressamos à casa eu e a minha colega estivemos a falar sobre o assunto e chegamos a conclusão de querer fazer uma doação de água para população de Morrinho, e assim fizemos”, informou, precisando que inicialmente tinham previsto uma vasilha de água para cada pessoa, mas como no início havia poucas pessoas ofereceram duas, mas no final chegaram a conclusão que nem todas as pessoas conseguiram pelo menos uma vasilha.

A Inforpress tentou entrar em contacto com o gestor da empresa Águas e Energias do Maio, Micheal Frederico, mas não foi possível.

WN/HF

Inforpress/Fim

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