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Eleitos do PAICV votam contra proposta de aumento das tarifas e taxas municipais na Praia

 

Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) –  Os eleitos municipais do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) votaram hoje contra a proposta de revisão da tabela e tarifas municipais, alegando a “difícil” situação por que passam os praienses, devido ao mau ano agrícola.

Na sua declaração de voto, a bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde explicou por que razão votou contra, dizendo que a actualização das tarifas e taxas municipais vai “prejudicar” os munícipes.

“É um paradoxo reconhecer, por um lado, que a situação é difícil e, por outro, aumentam-se as taxas”, argumentou a bancada “tambarina”.

Por sua vez, a bancada do Movimento para a Democracia (MpD) saiu em defesa da câmara que suporta na Assembleia Municipal, justificando que com o mau ano agrícola o concelho da Praia “vai ser invadido por pessoas de outras ilhas à procura de uma vida melhor, sobretudo na área do comércio, é preciso que a câmara reveja as suas taxas”.

Entretanto, o período antes da ordem do dia foi marcado por intervenções de vários munícipes que quiseram levar à Assembleia Municipal as preocupações e reivindicações dos seus bairros ou localidades.

Inácio Moreno veio de São Francisco, uma localidade da Praia Rural, para dizer que a situação dos transportes escolares é “vergonha” e lembrou que há mais de 20 anos que a edilidade vem apoiando os alunos com o transporte.

“Não há transportes e os meninos estão ao Deus dará”, lançou Inácio Moreno, que não deixou de se referir à problemática da falta da água não só em S. Francisco, como também nas localidades de redondezas, como Agostinho Alves e S. Tomé.

Segundo Inácio Moreno, a construção dos bairros de lata à entrada da cidade é uma “vergonha”. Citou exemplos nas encostas do antigo aeródromo da Praia e na zona de Covão da Fome, à frente do novo cemitério em Achada de São Filipe.

Por sua vez, João Vaz, em representação da Associação dos Táxis da Praia, foi pedir a cedência de um espaço na Praça da Ribeira, situada em Vila Nova e Calabaceira, para montarem a sede da organização. Apelou aos responsáveis camarários no sentido de mandar pintar as passadeiras nas vias públicas.

De acordo com o representante dos taxistas, a circulação de Hiaces (pequenos autocarros) na Avenida Cidade de Lisboa constitui um problema sério que urge ser posto cobro, criando espaços de estacionamento onde podem apanhar os passageiros.

O munícipe João Vaz não ficou apenas pelas reivindicações. Congratulou-se também pelas obras de beneficiação das vias de acesso ao nível da capital.

Ainda em relação aos Hiaces, Maria Josefa Lopes, do bairro da Fazenda, queixou-se do acto de os condutores  resolverem transformar a rua onde reside em paragem destes veículos que fazem transporte clandestino na capital.

Além de os condutores terem transformado a sua rua em “urinol”, diz ela, proferem palavras obscenas.

Milena Alfama, que interveio em nome dos feirantes de Sucupira, manifestou a sua indignação pelo facto de as tarifas e as taxas municipais sofrerem aumentos.

“Pergunto ao senhor presidente da câmara e ao senhor presidente da Assembleia Municipal se acham ser justo aumentar tarifas de aluguer, se a câmara não faz nada por nós”? indagou Milena Alfama que elencou uma série de dificuldades por que vêm passando os vendedores de “Sucupira”, nomeadamente ruas esburacadas e tectos das barracas a caírem de podridão.

Segundo Milena Alfama, os sanitários do “Sucupira” são um “nojo” e uma mulher que se preze “não utiliza aquelas casas de banho”.

Durante a Assembleia Municipal, os eleitos vão aprovar o plano de actividades para o ano de 2018, além do orçamento do município.

Vai ser ainda apresentada e discutida uma proposta que autoriza o direito de superfície para o empreendimento de Charles Darwin na encosta de Achada Grande, além de uma proposta para a criação do Dia Municipal da Tabanca.

LC/CP

Inforpress/Fim

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