Eixo central da nossa política externa é reforço das relações com a União Europeia – primeiro-ministro

 

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) – O primeiro-ministro reconheceu hoje que o eixo central da política externa de Cabo Verde é o reforço das relações com a União Europeia (UE), para além das ligações que quer com outros países e organismos.

Em declarações à imprensa à margem do segundo e último dia do Encontro dos Chefes de Missão Diplomática e Postos Consulares que decorre na Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva relembrou que a parceria com a União Europeia vai ser “reforçada”.

“O eixo central da nossa política externa é o reforço das relações com a União Europeia, para além das relações fortes que queremos, também, com os Estados Unidos da América (EUA), com a China, com o Brasil, com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o nosso espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”, apontou.

Segundo o primeiro-ministro, o arquipélago tem, com a UE, um historial de relações comerciais de investimentos e do turismo que quer reforçar, motivo para se querer adoptar a parceria existente com novos eixos de investimentos, de emprego e de crescimento.

Ulisses Correia e Silva explicou que esses eixos devem estar virados, “essencialmente”, para atracção de investimento directo estrangeiro, para apoiar reformas institucionais, nomeadamente da justiça.

Questionado sobre a aposta de Cabo Verde na diplomacia económica, o chefe do Executivo salientou que as representações diplomáticas do país “estão preparadas e vão se preparando” para fazer o papel de “pivot” nas relações entre Cabo Verde e os parceiros, visto que tudo depende da orientação política.

“Se a orientação política for o reforço da diplomacia económica, os nossos embaixadores irão se ajustar, mas isso prossupõe, também, muita dinâmica em termos da disponibilização de informação e de oportunidades e prioridades que existem em Cabo Verde, ou seja, vamos fazer essa conexão muito mais estreita com as nossas embaixadas”, indicou.

Quanto à prestação de contas por parte das embaixadas, Correia e Silva lembrou que “é antiga e algo que tem de ser superado”, sendo que a indicação é de criar mecanismos para que as embaixadas tenham acesso a mais recursos e não estejam sistematicamente a gerir problemas e possam se concentrar mais naquilo que é a sua missão de representação externa do país.

Nesta terça-feira, 04, está marcado o Encontro dos Embaixadores e Representantes de Organismos Internacionais acreditados em Cabo Verde, a ter lugar, também, na capital do país, e deve contar com a participação dos ministros dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, e da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

DR/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos