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Egipto aprova projecto de alargamento do Canal do Suez

Cairo, 12 Mai (Inforpress) – O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, aprovou um projecto de alargamento e aprofundamento de uma parte do Canal do Suez após o bloqueio em Março por um navio mercante desta artéria, crucial para o comércio internacional.

Segundo o Presidente egípcio, que hoje se deslocou a Ismailia, sede da Autoridade do Canal do Suez (SCA), o novo projecto que lhe foi apresentado por Oussama Rabie, presidente da SCA, durante uma intervenção televisiva, vai “melhorar [o canal] tendo em consideração o crescimento do comércio mundial”.

Segundo Rabie, esta intervenção incide em mais de 50 quilómetros da parte sul do Canal, onde o Ever Given, um porta-contentores de mais de 200.000 toneladas, com pavilhão panamiano e explorado pelo armador de Taiwan Evergreen Marine Corporation, encalhou em 23 de Março.

O almirante Rabie acrescentou que o projecto vai prolongar-se por 24 meses com o alargamento das vias de “40 metros em direcção a leste e o aprofundamento de 20 a 21 metros”.

No entanto, o Sissi disse preferir “que o período de 24 meses seja mais curto…”.

“Não digo que estamos com pressa, mas trabalharemos com as actuais capacidades da SCA”, declarou.
Em Março, após o acidente com o Evergreen, Sissi tinha prometido investir para evitar um novo encerramento do Canal.

Em 2014-2015, sob a suas ordens, mais de oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) de trabalhos foram efectuados no Canal incluindo a criação de uma via paralela de 35 quilómetros na parte norte.

Segundo a SCA, o Egipto perdeu entre 12 e 15 milhões de dólares (9,8 a 12,3 milhões de euros) por dia com o encerramento do Canal durante uma semana. As negociações prosseguem, relacionadas com uma indemnização entre o proprietário do navio e as autoridades egípcias.

O incidente implicou a paralisação total da circulação nesta rota marítima entre a Ásia e a Europa e que representa mais de 10% do comércio internacional.

No total, 422 navios, com 26 milhões de toneladas de mercadorias, ficaram bloqueados.

Inforpress/Lusa

Fim

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