A educação precisa mudar assim como o mundo – ministra da Educação

 

Cidade da Praia, 10 Nov (Inforpress) – A ministra da Educação e da Inclusão Social, Maritza Rosabal, defendeu hoje que se o mundo está a mudar a educação também precisa mudar, tanto na gestão como nas práticas nas salas de aula.

A ministra defendeu essa ideia em declarações à imprensa momentos antes da cerimónia de encerramento do Fórum Nacional de Educação (FNE), que decorreu na Cidade da Praia entre os dias 08 e 10 de Novembro, sob o lema “Por uma visão contemporânea da educação”.

“A situação que temos hoje é completamente diferente daquela que tínhamos há alguns anos atrás, por isso, temos que mudar as práticas de ensino”, afirmou Maritza Rosabal, que se mostrou satisfeita com a forma como decorreu o evento que reuniu durante três dias na capital do país quase 300 participantes.

A fonte realçou que durante o encontro ficou claro que as tecnologias de informação e comunicação representam um “recurso inestimável” que a educação precisa “aproveitar”, nomeadamente na questão do ensino à distância e como forma de levar o ensino superior a todos os municípios do país.

“Ficou evidente que há a necessidade de formação contínua e de qualidade dos docentes, assim como a necessidade de se criar um mecanismo de avaliação do sistema e das aprendizagens, que tenha como foco, os resultados”, ressaltou a ministra Maritza Rosabal, notando que o diálogo é “crucial” neste processo.

Para além de promover a consciencialização em relação ao Plano Estratégico da Educação 2017-2021, o FNE serviu, também, para divulgar os métodos da sua implementação, como forma de se alcançar o “acesso universal à educação”, a “excelência do sistema educativo” e a “qualidade do ensino superior e a valorização do ensino técnico/profissional”.

O evento permitiu, ainda, divulgar as políticas e estratégias principais do Plano Estratégico da Educação, visando um melhor entendimento e responsabilidade conjunta para a implementação de políticas educativas delineadas pelo Ministério da Educação no âmbito da nova reforma educativa.

Por sua vez, ao presidir o encerramento do Fórum Nacional de Educação, o ministro dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, destacou o facto de que o Governo quer que a economia nacional esteja “centrada na educação” e que dê respostas aos desafios a às oportunidades no país.

“O nosso foco é desenvolver potências humanas de excelência (…), por isso, o Governo quer uma educação de excelência, educativa e inclusiva e baseada no sistema integrada no conceito de economia de conhecimento”, salientou Fernando Elísio Freire, acrescentando que o Executivo quer, ainda, um sistema educativo que “não deixa ninguém para trás”.

Presentes no acto de encerramento estiveram o reitor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde (Uni-Piaget), a reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Judite Nascimento, o director-geral do Ensino Superior, Aquilino Varela, o presidente da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (FICASE), Albertino Fernandes, entre outros convidados e participantes.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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