Educação Inclusiva: Escola Eugénio Tavares fala da sua experiência e admite deficiência na resposta

Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – A escola Eugénio Tavares fez hoje um retrato da sua experiência no ensino das crianças com necessidades especiais, mais concretamente surdos, tendo apontado ganhos e reconhecido deficiências nas respostas para uma maior inclusão.

Na sua apresentação, na I Conferência Internacional para a Inclusão em Cabo Verde, promovida pela Colmeia – Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais, a professora e formadora na língua gestual Helena Augusta contextualizou o ensino para crianças surdas que já vem decorrendo há alguns anos, referiu-se sobre ganhos conseguidos e admitiu deficiência em respostas.

“A iniciativa de criar turmas especiais resultou da constatação de que os surdos incluídos numa turma normal não tinham, por norma, um bom aproveitamento escolar. Desde essa época e com pessoas para os ensinar a língua gestual começaram a desenvolver melhor nas aulas”, disse.

A especialista na língua gestual, que se regozija a iniciativa, reconheceu, entretanto, a necessidade de se fazer mais para que os educandos possam dar mais e melhores respostas as necessidades dos alunos.

Uma das respostas, segundo indicou, tem a ver com a criação de uma língua gestual cabo-verdiana, já em preparação, e a formação adequada para técnicos e professores.

E para quem dissecou sobre os “Ganhos e desafios da Educação Inclusiva em Cabo Verde”, o cenário do arquipélago no que tange a educação inclusiva é compreensível a partir do momento em que se consiga compreender a historia do país ao longo dos anos no que tange a educação.

“Nos anos 70, 80 e 90, não havia uma política de formação de professores, o que criou um vazio enorme e fez com que cheguemos a actualidade com uma deficiência em termos e capacitação de professores. Porém, para colmatar o problema, o ministério tem vindo a fazer formações pontuais no domínio da educação inclusiva”, disse Fátima Barbosa.

Já a especialista Ana Isabel Aguiar, que falou em como contextualizar e intervir no âmbito da deficiência, deixou algumas pistas para o Ministério da Educação, ressaltando, a necessidade de se investir na formação.

Segundo Ana Isabel Aguiar, para haver ganhos é preciso haver uma intervenção precoce do governo na educação inclusiva.

Falando das dificuldades de aprendizagem e os aspectos da avaliação e intervenção junto dos alunos, a especialista na matéria Carolina Alves, recomendou também que o país comece a actuar desde os cinco anos com as crianças com necessidade educativas especiais, visando o desenvolvimento do educando.

O painel que referiu sobre ganhos, desafios, intervenções e avaliação, suscitou muito debate por parte dos presentes na conferência e deixou pistas para uma discussão mais alargada e com mais tempo para debate.

No período da tarde a I Conferência Internacional para a Inclusão em Cabo Verde, vai debater o tema “Instrumentos de promoção de cuidados”, “O papel dos cuidadores na promoção do desenvolvimento da criança”, bem como “Apoio Interpares para os pais e cuidadores”.

PC/CP

Inforpress/Fim

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